“É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!”

A frase acima foi dita por James Carville, marqueteiro de Bill Clinton, em 1991, quando a maioria da equipe do então candidato previa sua derrota para George Bush (pai), que era candidato a reeleição e aparecia na frente em todas as pesquisas, amparado pela vitória do exército americano na Guerra do Golfo, criada justamente com esse objetivo.

O argumento de Carville era simples: mesmo com a vitória na guerra, a economia americana ia muito mal e os eleitores enfrentavam aumentos nos preços, mais desemprego e diminuição do poder de compra.

E foi assim, centrando sua estratégia no ataque à má gestão econômica e prometendo melhoria da situação financeira dos americanos que Clinton venceu o cara que lavou a honra do país, que ainda se ressentia da derrota no Vietnam.

Neste momento, a frase de Carville serve perfeitamente para explicar a tendência ao impeachment de Dilma e a falta de apoio ao seu governo.

Basta ver, também, como estava a economia brasileira no momento do impeachment de Collor, depois do seu famoso confisco da poupança e das patifarias de Zélia Cardoso à frente da economia brasileira.

E Dilma e Lula sabem muito bem disso, tanto que maquiaram as finanças do governo em 2014 justamente para que uma crise ou a iminência dela não ameaçasse a continuidade do seu projeto de poder. E a oposição são soube aproveitar isso…

No final das contas, estivesse a economia indo bem e os brasileiros empregados, com dinheiro no bolso e poder de compra, fazendo a roda do consumo rodar e deixando os mercados satisfeitos, como estavam quando foram pedidos os impeachments de FHC e Lula (no auge do mensalão), dificilmente teríamos chegado a esse ponto.

Enfim, é a corrupção, é a incompetência, são os desmandos, é o fisiologismo… Tudo contribui para que Dilma seja impedida de governar.

Mas se há um motivo que a impede de se manter no poder, “É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!”

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