Adblockers: por que tanta gente está fugindo da propaganda

Bloqueadores de publicidade diminuem ou eliminam a publicidade que usuários de internet veem, e aumentam a privacidade ao impedir que alguns scripts de identificação rodem. Essas ferramentas são usadas por quase 1/4 dos brasileiros, e 1/3 de alemães e franceses.

Na verdade, o uso desses bloqueadores é tão difundido que a AVG, empresa de segurança, recomenda instalar um. A Apple tornou mais fácil integrá-los. E até o Google, que é de longe quem mais fatura com publicidade online no mundo, vai bloquear alguns anúncios no Chrome.

Mas por que tanta gente quer bloquear a publicidade online?

Segundo a PageFair, os principais motivos são a segurança (30%), interrupção (29%) e velocidade (16%).

Quer dizer, além dos motivos técnicos, dá pra dizer que muito do incômodo dos usuários com a publicidade vem de ter uma experiência ruim com ela.

Isso é ruim para os anunciantes, e péssimo para os veículos. Com menos gente impactada, menos receita. Pior, os usuários que bloqueiam publicidade tendem a ser os mais atraentes para os anunciantes: frequentemente jovens e ligados em tecnologia.

Isso quer dizer tudo está perdido? Acho que não. Acho que isso mostra que os modelos tradicionais não funcionam bem. Então há muito espaço para se criar. Desde formatos mais relevantes até outros menos intrusivos, como o do Hulu que só aparece quando você pausa o vídeo.

Não existe experiência do usuário apenas em uma parte do produto. A experiência é com o todo: como ele chega ao seu produto, como paga por ele, e tudo que acontece em volta. Por muito tempo, ninguém se importou muito com a experiência com os anúncios. Parece que a conta disso chegou.