Eu curti demais o texto. Também já escrevi um bocado sobre minha relação com arte e jogos (fui estudante de Artes Visuais e hoje também trampo com jogos) e minha conclusão final é razoavelmente parecida.
Mas essa “percepção” do que é (ou foi) arte ao longo dos anos hoje já é bem refutada pela galera da História da Arte. Essa é a história da alta roda artística, da alta sociedade, e o que eles consideravam arte. Mas o povão sempre viveu com uma percepção bem mais simples. Hoje já se coloca no mesmo pacote muito mais movimentos e artistas antes desconhecidos que talvez se encaixariam mais na conclusão final de uma busca por uma ‘experiência pessoal’ (ou até comunitária) do que um ‘deleite artístico’.
Fato é que, por socialmente a galera ser mais acostumada a consumir arte a gente ainda vai ver essas referências de arte tradicional serem atribuídas aos jogos. E até autores ainda lutando para serem considerados artistas, em busca de algum tipo de status. Isso mais me parece uma questão social do que artística. Mas por fim concordo que tanto faz. E ainda mais hoje: ainda bem que tanto faz.
