Ficção…?

Por muitas vezes me vi como um grande criador de histórias.
Já viajei por diversos mundos dentro da minha própria mente.
Já assisti um policial espacial fazer o seu trabalho sozinho no universo.
Conversei com um detetive que não tinha nada de bom para contar, e o vi se tornar o mais famoso entre os seus.
Já fui o navegante solitário de um mar cheio de monstros.
E também um mago poderoso, o único capaz de proteger o verdadeiro rei.
Já vivi amores que eu não sabia nem como descrever naquela época.
Mas também, senti toda a tristeza da vida de um pobre garoto que não tinha nada.
No meio disso tudo, me sinto orgulhoso, mas não posso me considerar um grande criador de histórias.
Porque no fundo, a história mais importante ainda está para ser criada, a minha.
A história de um garoto que as vezes não tem nada além de um lápis e caderno na mão.
O garoto que, sem saber o que esperar do futuro, normalmente tenta se refugiar em vão.
Mas esse garoto, aos poucos se tornou um rapaz, e em breve será um verdadeiro homem. E ele sabe que vai precisar de todas as suas experiências para chegar onde quer.
Experiência? Sim, com certeza! Pois esse rapaz sabe o que deve fazer.
Se tornar corajoso como um policial espacial.
Extrovertido e sem preocupações como seu amigo detetive.
Ter a resiliência de um verdadeiro navegante solitário.
E também a esperteza que só um poderoso mago poderia ter.
Ele também sabe que quer sentir o amor que tanto tentou descrever, de forma que depois finalmente consiga expressar ele como deveria.
Mas no fundo, o mais importante para o jovem rapaz, é ter esperança. Como aquele menininho solitário, que por mais que a vida tenha deixado-o sem nada, sempre mantinha a cabeça erguida em busca do seu próprio tudo.
