Era quinta-feira, era transporte público, era 12h. Me senti muito viva, porque também era choque.

Enya
Enya
Jul 30, 2017 · 1 min read

Nunca me permiti sugerir que eu possa ter os mesmos pesadelos daqueles em vista. Sempre me permiti sentir a minha humanidade, embora ela arda mais que merthiolate na maior parte da vida. Eu falo muita besteira sem ter a menor intenção. Eu não tenho disposição pra aprender sobre as coisas que eu gosto. E não me sinto digna de ter vida. Existem tantos mundos dentro deste mundo que me soa como um deboche, me provando que eu não sou capaz de conhecer nem 10% do que há e a satisfação sempre será uma sensação momentânea após uma refeição ou um trabalho acadêmico concluído ou qualquer coisa material. Sinto o meu ego como uma doença degenerativa. Quanto mais eu quero atenção, maior é a minha culpa sobre o que eu faço SÓ pra me sentir bem. Eu gosto de me sentir bem, de explodir de euforia ouvindo música ou fazendo planos, e de ir dormir grata ao conforto da minha vida. Mas como eu tenho humanidade, eu preciso aceitar que a minha paz talvez só será alcançada quando eu morrer. Isso me traz uma ansiedade pela morte, pensamentos suicidas têm sido o meu passa-tempo. Ainda assim, eu sei que isso seria a última coisa que eu faria (literalmente). Tristezas profundas me impedem de estar dormindo agora e em outras madrugadas passadas. Me sinto muito irritada com este texto. Eu não me aguento mais. Estou a publicar isso e sei que cada vez mais não faço o menor sentido.

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tô sempre afetada