Era quinta-feira, era transporte público, era 12h. Me senti muito viva, porque também era choque.
Nunca me permiti sugerir que eu possa ter os mesmos pesadelos daqueles em vista. Sempre me permiti sentir a minha humanidade, embora ela arda mais que merthiolate na maior parte da vida. Eu falo muita besteira sem ter a menor intenção. Eu não tenho disposição pra aprender sobre as coisas que eu gosto. E não me sinto digna de ter vida. Existem tantos mundos dentro deste mundo que me soa como um deboche, me provando que eu não sou capaz de conhecer nem 10% do que há e a satisfação sempre será uma sensação momentânea após uma refeição ou um trabalho acadêmico concluído ou qualquer coisa material. Sinto o meu ego como uma doença degenerativa. Quanto mais eu quero atenção, maior é a minha culpa sobre o que eu faço SÓ pra me sentir bem. Eu gosto de me sentir bem, de explodir de euforia ouvindo música ou fazendo planos, e de ir dormir grata ao conforto da minha vida. Mas como eu tenho humanidade, eu preciso aceitar que a minha paz talvez só será alcançada quando eu morrer. Isso me traz uma ansiedade pela morte, pensamentos suicidas têm sido o meu passa-tempo. Ainda assim, eu sei que isso seria a última coisa que eu faria (literalmente). Tristezas profundas me impedem de estar dormindo agora e em outras madrugadas passadas. Me sinto muito irritada com este texto. Eu não me aguento mais. Estou a publicar isso e sei que cada vez mais não faço o menor sentido.
