Porque liquidificadores liquidificam dores.

Enya
Enya
Aug 8, 2017 · 1 min read

Não gosto do design do Word, mas o Word me dá um espaço para escrever as madrugadas em que meu cortisol não despenca. A madrugada de agora é 1h33 de 08.08.2017, com tristeza serena, choro tímido demais para dar as caras e uma sombra gorda cuja comeu todo o calor do meu ~estado de espírito~, não querendo colocar o meu espírito no meio disso, embora seja ele a vítima. Grata ao Tom Rosenthal por se multiplicar em almofadas auditivas a me sustentar agora, sob um duro silêncio que não resiste às fraturas expostas e desmaia quando vê sangue. Talvez o que me suga o autocontrole enquanto tento me expressar, seja mais um pedido de socorro para um diagnóstico jamais registrado na história da medicina, porém o mais arcaico na história dos homos. VIVER pesa 16 toneladas vezes o tanto de subtração presente no timbre do Noriel Vilela: um prazer metódico. Ouça a vida e a aprecie, se tentar cantar junto com ela, pode te faltar oxigênio. Porque dançar conforme a música não precisa significar tanto quanto a beleza do ditado; os ouvidos precisam de sons trocados enquanto os olhos mergulham em liquidificadores.

    Enya

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    tô sempre muito afetada e sem conseguir parar de pensar em sentimentos. conclusão: vim pra cá escrever coisa sem sentido mas elas são profundas ok