Porque os erros nos fazem melhores.

Não é de agora que o ser humano está propício a errar. Erros bobos, pequenos, já cometidos anteriormente. Sempre falamos a mesma coisa, a tão famosa palavra ‘’aprendi.’’ Porém acabamos cometendo os mesmos pequenos erros que outra hora foi descartada a possibilidade de ser cometido novamente. Eu mesma por exemplo acabo de cometer um erro que achei que nunca mais aconteceria por já estar numa fase da vida que a gente enxerga as coisas de uma maneira diferente. Não querendo dizer que eu sou a pessoa mais matura da face da terra, mas eu sempre soube que coisas assim não devem ocorrer. O que eu fiz? Sufoquei outra pessoa numa tentativa um tanto quanto desesperada de traze-la pra perto de mim. E é por isso que estou aqui. Pra escrever algo que mais na frente eu possa ler novamente e não vir a errar mais.

Eu fui aquela pessoa que fala ‘’se precisar estou aqui’’ mas acaba iniciando outra conversa meia hora depois. Eu fui a pessoa que olhava o tempo todo pro chat do facebook esperando o ser ficar online. Eu contei pra Deus e o mundo que curtia estar com ele. E isso que acabou com tudo. Não apenas isso, mas grande parte do porquê de não estarmos mais sequer conversando é isso. Eu o sufoquei. Com meus carinhos e a minha maneira inusitada de gostar. Não é como se fizesse isso o tempo todo porque na verdade fazia muito tempo que eu não me sentia da forma que me senti. Eu fugia assustada por qualquer mínima chance de me apaixonar e com o tempo acabei me tornando fria. Então me tornei a adolescente louca novamente que fala dele o tempo todo jurando não sentir nada.

Mas agora eu sei onde errei. Porém foi preciso acontecer com outra pessoa. No caso eu era a pessoa sufocada que não queria ter obrigações de responder imediatamente ou coisas do tipo, e o cara era nada menos que eu. Sempre disponível demais, mostrando interesse demais. Então eu finalmente comecei a ver todas as coisas idiotas que tinha feito, que até então ao meu ver não havia nada de errado.

Eu nunca quis um relacionamento nesse momento, mas se rolasse com aquele cara eu estaria realmente feliz. Porque pessoas tão parecidas com a gente não se acha em qualquer fila de balada. (a não ser com esse cara, pois foi exatamente assim que nos conhecemos. Maldito dia.) Tudo o que eu gostaria era ter um tempinho curtindo ao lado dele. Mas o que eu fiz? Demonstrei algo superiormente maior do que a realidade. Supervalorização de sentimentos. Não que quando você goste você não deva demonstrar ou coisa do tipo. Mas ao meu ver, manter um pouco do mistério é gratificante. A sensação de falhar numa coisa que poderia ter sido legal não é das melhores. No começo você se culpa e tende a odiar cada mínimo detalhe seu e até mesmo do cotidiano. Leva um tempo até você perceber a realidade. Bom, talvez a culpa não tenha sido completamente minha de supervalorizar alguém. As vezes ele apenas não queria mais. Ou talvez estivesse cansado, ou até mesmo assustado por ter sentido algo. Mas aí já não é problema meu e sim dele que possa estar mal resolvido com questões sentimentais. Mas e se realmente o ocorrido foi culpa minha? Se foi, fim. Não devemos nos martirizar por ter sentido algo e agido conforme o que achamos que fosse melhor no momento. Errei? Errei, mas sabe o que é melhor? São os erros, esses mesmos pequenos erros cometidos consecutivamente que nos ensinam o que é melhor para nós e para o próximo. Com essa experiência frustrante eu compreendi e aprendi duas coisas:

  1. Não devemos fugir de sentimentos. Não adianta substituir sentir por coisas banais. Não adianta jogar todo sentimento num copo de cerveja e bebe-lo pra depois vomita-lo. Porque uma hora vai acontecer, é a lei da vida de ninguém conseguir fugir por muito tempo de algo.
  2. Nunca, em hipótese alguma devemos sufocar a outra pessoa com nossas ações. Ser disponível demais, demonstrar que se aquilo der errado a gente vai ficar sem chão. Controlar um pouco nossos sentimentos não é uma coisa fácil, mas as vezes necessária. A gente tem que pegar o que sente por na balança, pesar e pensar.

Tendo entendido (ou reentendido) essas coisas eu sei que estou preparada pra encarar uma próxima paixão. Não vou procurar, na verdade espero que não apareça tão cedo porque o lado ruim de gostar de alguém me faz quase querer desistir do lado bom. Mas quando acontecer aquela conexão novamente vou pensar dez vezes antes de fazer um filme na minha cabeça sobre a pessoa.

Errei sim, muito. Inclusive peço mil desculpas indiretamente pra esse cara por ter sido meio louca ou mesmo quando não fui, terem passado isso. A intensão não era essa, eu não queria casar com você daqui a um ano ou mesmo namorar daqui a dez dias. Eu estava apenas me divertindo, porém passei uma impressão errada. Continue a ignorar as besteiras que algumas pessoas falam, por favor. Talvez me incomode um pouco o fato de saber que não tenho como concertar o erro. Mas sabe, no fundo aprender mais sobre você, seus limites, a vida, vale bem mais do que ter ou não estragado um lance de alguns dias. E ao ver e analisar todas essas coisas eu pude finalmente superar a dorzinha que ainda existia. Então universo, se você achou que ia me quebrar nessa vai ter que tentar outra vez porque dessa você só me fez novamente enxergar que eu sou apenas uma humana sujeita a falhar, mas também a crescer com isso. É tudo uma questão de tempo.

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