A importância dos avós na vida da criança

e a importância da criança na vida dos avós.

Ontem foi dia dos avós e não podíamos passar essa data sem falar um pouquinho sobre esses seres queridos que fazem parte da nossa caminhada.

Tem avós de todo jeito. Tem aqueles mais caladinhos e os que adoram contar as suas ou inventar histórias. Tem aqueles que se dispõem a todas as brincadeiras e outros que preferem ficar mais quietinhos. Tem aqueles que adoram cozinhar e enchem as mesas de delícias e tem aqueles que preferem levar a família para comer fora. Tem aqueles que estão sempre sorrindo e aqueles que ficam bravos e a gente vê só de olhar.

Todos eles têm um espaço muito importante no coração dos netos e a convivência na infância pode ser muito benéfica para ambos.

Para os avós, conviver com os netinhos pode ser um momento de curtir as crianças de um jeito mais leve, sem aquela responsabilidade toda pela criação e educação que tinham nas costas quando tiveram seus filhos. Pode ser o momento de se relacionar com os filhos de uma maneira diferente, de compartilhar algumas angústias que eles antes não entendiam. Pode ser o momento de ver a criação com um olhar mais livre da necessidade de perfeição. Pode ser também o momento de chamar a atenção para uma melhora na relação com os filhos. Pode ser o momento de tentar se redimir como pais, ou de tentar provar que fizeram o que achavam melhor. Pode ser um momento para relembrar seus tempos de criança e reviver situações felizes e outras nem tanto. Para os avós, conviver com os netinhos é ter variadas e intensas possibilidades, mas é, sobretudo, transformador!

Nas palavras da avó Edna, sobre o netinho Matheus (4 anos): “Netos são renovação da vida.Ainda mais quando convivemos diretamente desde o nascimento, no caso, o Matheus. É uma grande alegria poder cuidar dele. Me sinto renovada,mais jovem, feliz. É também muito bom poder ajudar uma filha tão querida.”

Para os netinhos pode ser um momento de ser mimado, de poder fazer o que quiser, de brincar de tudo o que inventar, de estimular sua criatividade. Pode ser um momento de aprender a conviver com alguém que fica sério quase o tempo todo, mas que de vez em quando sorri com muito amor pelo netinho. Pode ser um momento de escutar histórias e aproveitar um pouco da experiência de vida que eles têm pra contar. Pode ser um momento de conviver com quem cuidou dos pais e, do seu jeito, lutou para que eles pudessem ser quem são. Pode ser um momento para descobrir que os pais também tem pais e um dia foram crianças. Pode ser um momento de ver a humanidade de cada um se expressar na convivência. Pode ser muito rico e decerto transformador!

Nas palavras do netinho Matheus: “o melhor de ficar com a vovó é poder brincar com a vovó!”

A relação entre avós e netos não afeta apenas este binômio. Afeta os pais da criança, que também são filhos dos avós. Pode ser que a convivência traga um sentimento de gratidão e de cuidado. Pode ser que a convivência faça os filhos olharem para seus pais de maneira diferente e se sintam muito bem com essa nova perspectiva. Pode ser que cheguem momentos difíceis, que tragam conflitos adormecidos na relação entre os pais e filhos que agora também são pais. E esses momentos podem ser fundamentais para a cura profunda das relações. De novo, as possibilidades e oportunidades que podem surgir na convivência entre avós e netos são incontáveis também na perspectiva dos pais.

Por todos os ensinamentos, por todas as brincadeiras, pela companhia e pela existência (mesmo que já não estejam mais por aqui): obrigada, avós. Vocês fazem parte da existência de todas as pessoas e são fundamentais para a nossa vida!

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