Bebê pélvico: o que isso significa?

Helena Villas Bôas

Entre as gestantes que estão esperando parto normal, é comum surgir uma preocupação quando se identifica que o bebê não se encontra na posição cefálica (de cabeça para baixo) dentro do útero. Geralmente durante um ultrassom, a mulher escuta: “- Hum, está sentado…”. E aí começa o medo: e se ele não virar, vou ter que fazer uma cesariana?

Em primeiro lugar: com quantas semanas essa informação é relevante?
Ora, nos primeiros meses, o feto “nada” no interior do útero, ficando nas mais variadas posições possíveis. Conforme o espaço vai diminuindo, os movimentos ficam mais restritos e espera-se que no termo (a partir de 37 semanas de gestação) a posição seja cefálica. Porém, uma pequena porcentagem permanece pélvica.

Muitos profissionais consideram que essa é uma indicação de cesariana, nem mesmo oferecendo opções. E, mesmo entre aqueles com conhecimentos mais amplos, o bebê pélvico costuma ser uma questão. Por isso, é interessante saber a respeito da posição em torno das 34 ou 35 semanas. Antes, não há motivo para se perquirir acerca do assunto, criando tensões desnecessárias.
E então, 35 semanas e lá está o bebê, sentadinho. O que fazer?

Existem exercícios, difundidos pela parteira Naoli Vinaver, para os quais é preciso uma dedicação intensiva, durante um dia inteiro, por exemplo. E, caso não funcionem, indica-se a repetição em outra ocasião. Aqui há um relato interessante.

Outros recursos envolvem a acupuntura, homeopatia, moxabustão, alguns “truques” como usar frio e calor na barriga.

Se a situação persistir, há um procedimento a ser realizado por médico, chamado Versão Cefálica Externa ou VCE, em que o bebê é rotacionado com as mãos, por fora da barriga. O momento ideal para a tentativa não é consenso entre os obstetras, variando entre 36 e 37 semanas, mas pode ocorrer mais tarde. Vídeos que mostram a manobra são facilmente encontrados, como este.

Por fim, para aqueles que, por alguma razão desconhecida, insistem em vir ao mundo “de bumbum” ou chegando primeiramente com os pezinhos, há o parto normal pélvico. Trata-se de uma decisão da gestante, sendo necessário o atendimento por profissional experiente.

A escolha pelo parto normal, nessas condições, tem sido cada vez mais frequente, o que aumenta a prática dos serviços e pessoal da assistência, assim como a chance de que as gestantes conheçam e possam ouvir relatos de mulheres que já viveram a experiência, contribuindo para a desmistificação desse tipo de nascimento.
Veja este lindo vídeo de um parto pélvico.

Se a posição do bebê é uma preocupação para você, não deixe de ler sobre o assunto, conversar com o enfermeiro obstetra, com a doula e com pessoas que passaram pela mesma situação. Procure quem possa auxiliar nesse momento, transmitindo apoio e confiança, esclarecendo as opções e mostrando as possibilidades.

Seguem algumas referências para consulta:
https://www.facebook.com/melania44/posts/832480470098745
http://estudamelania.blogspot.com.br/…/guest-post-por-maira…
http://estudamelania.blogspot.com.br/…/indicacoes-reais-e-f…
http://parirenascer.blogspot.com.br/…/bebe-pelvico-e-agora.…

Like what you read? Give Taperá: gestar|nascer|cuidar a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.