Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna*

Aline Teixeira

28 de maio é dia de extrema importância para as mulheres. A data marca duas lutas para a saúde feminina, o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Ambas têm como objetivo chamar a atenção e conscientizar a sociedade dos diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres. Além disso, visa fortalecer a necessidade de melhores políticas públicas que ajudem a garantir condições médicas de qualidade para as gestantes.

A morte materna se caracteriza como o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre as principais causas de morte materna no mundo estão: hemorragia grave, hipertensão na gestação, infecções, complicações de abortos e coágulos sanguíneos. A diminuição da mortalidade materna é uma das principais metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela ONU.

Nos últimos anos, o Brasil conseguiu diminuir em mais de 40% a taxa de mortalidade materna no país. Entre os programas instituídos pelo Ministério da Saúde está a Rede Cegonha, com o objetivo de proporcionar saúde, qualidade de vida e bem estar às mulheres durante a gestação, parto, pós-parto e o desenvolvimento da criança até os dois primeiros anos de vida, além de reduzir a mortalidade materna e infantil e garantir os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres, homens, jovens e adolescentes.

Entre as ações do programa está a implantação de Centros de Parto Normal (CPN) que funcionam em conjunto com as maternidades para humanizar o parto, oferecendo as gestantes um ambiente mais adequado, privativo e um atendimento centrado na mulher e na família. E a Caderneta da Gestante, instrumento fundamental para o cuidado, que além de registrar as informações de acompanhamento da gestação e apoiar o diálogo entre a equipe de saúde e a gestante na preparação para o parto e a amamentação, esclarecem direitos fundamentais como a Lei do Acompanhante.

E por falar em CPN, aqui em Belo Horizonte estamos na luta pela abertura da Leonina Leonor. Maternidade que está pronta e fechada desde 2009 na região de Venda Nova. Apesar de ser promessa de campanha do atual prefeito, Leonina não consta no plano de metas 2017–2020 da PBH. Cobramos a abertura da maternidade Leonina Leonor para o avanço e consolidação da implementação do modelo assistencial proposto pelas políticas nacional e internacional baseadas em evidências científicas na atenção obstétrica e neonatal; maior impacto na prevenção da morbi-mortalidade materna, fetal e infantil evitável; prevenção quaternária e promoção da saúde desde o nascimento. Queremos Leonina aberta! Nasce Leonina!

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* O Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos, ocasião em que a morte materna apareceu com toda a sua magnitude. No Brasil, o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna foi instituído através da Portaria do Ministério da Saúde nº 663/94.

Fonte:

http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35576-dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-o-dia-nacional-de-reducao-da-mortalidade-materna

http://redesaude.org.br/home/campanhas.php

http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_redecegonha.php

https://www.facebook.com/nasceleonina/videos/474788492868649/