Demônia

Demônia, de Júlia Leonel, é arte em texto e imagem em 24 páginas e uma capa do mais encarnado vermelho. É um daqueles textos que eu gostaria de ter lido quando era adolescente.

O texto abre com “da costela deles, uma ova. Eles é que vem do nosso útero”. É óbvio, mas iria explodir minha mente adolescente, e, para dizer a verdade, agora também me causa risos histéricos de júbilo.

“Se você não sente toda a dor imposta a nós, tem algo de errado”, Júlia continua a dizer enquanto recria as demônias de acordo com sua interpretação.

“Você pode não gostar, pode não concordar, mas, antes de censurá-la, lembre-se de não confundir a violência do opressor com a reação do oprimido. Com milênios de brutalidade, nos queriam doces?”

Amei, Júlia! Que venham mais artes!

Demônia, de Júlia Leonel, https://alarmefeminista.wixsite.com/alarmefeminista , https://www.facebook.com/alarmefeminista