O que esperar do NOVO em 2018 para SP e mais seis estados

Em maio compartilhei minhas percepções sobre as condições eleitorais do NOVO para 2018 (link aqui). Agora em junho, o NOVO fez uma importante revisão da sua estratégia eleitoral para 6 estados (SP, PR, RS, MG, RJ, SC) e o DF. Nestes estados e DF, o NOVO irá lançar candidatos a Deputado Estadual e Governador. Essa notícia, além de positiva por reconhecer o bom trabalho dos membros dos estados que estão mais estruturados, implicar em dar mais uma oportunidade para as boas pessoas ingressarem na política por um partido que faz questão de ser diferente dos demais.

Com isso é importante entender que estratégias diferentes precisam ser pensadas para esta nova situação estadual. O grande objetivo continua a ser a formação da bancada federal (deputados federais e senadores) e para esse objetivo ser atingido, o cargo de Governador deveria ser usado para criar recall para candidatos a prefeitos nas capitais destes 6 estados em 2020. Sem rádio/TV e verba curta, uma candidatura a governo estadual não é competitiva, mas a construção de um nome capaz para administrar a capital em 2020 é altamente viável e necessário.

Para os deputados estaduais, entendo que o NOVO deve lançar o máximo possível de candidatos (motivos já apontados no texto de maio para), a chapa estadual deve ser robusta, pois é mais fácil elegermos 3,4,5 deputados estaduais em cada um dos 6 estados e DF, do que fazer um Governador entre as 7 praças. Este candidato estadual irá fazer dobradinha com os candidatos a deputado federal, isso otimiza agendas políticas com eventos conjuntos, faz cair o custo de campanha para ambos por compartilharem custos e servem de sustentação local para os votos por todo o estado para os deputados federais. Essa campanha conjunta motiva o filiado e apoiador e por consequência os próprios candidatos estaduais e federais. Portanto nomes para deputados estaduais são competitivos para o NOVO em 2018, Governadores não. Alinhar expectativa é essencial para que os apoiadores entendam o papel de cada um (candidatos, filiados e apoiadores) no processo da campanha eleitoral.

Agora pensando nos deputados federais seria interessante pensar algo ‘fora da caixa’ e apresentar apenas para os 6 estados em questão, uma chapa de federais extremamente restrita (3 nomes no máximo, sendo pelo menos um dos 3, uma mulher). Nesta caso concentrar os votos em até 2 nomes, faria com que apenas nestes 6 estados, já garantissem 12 deputados federais, fazendo com que os outros 8 estados, em que o NOVO irá lançar candidatos federais, tivessem um esforço menor para eleger mais 5 nomes e aí o NOVO em sua primeira eleição majoritária, teria um bancada federal de 17 deputados. Isso é um número extremamente arrojado para um partido sem acesso a rádio e TV, mas é um jeito de otimizar recursos e trabalho para todos os estados. Essa é uma estratégia heterodoxa, mas vale pensar e refinar dentro do partido a sua viabilidade, desde que a chapa de deputados estaduais seja a máxima possível pelo limite legal para termos candidatos locais em todo o estado para trazer os votos para os federais.

De qualquer modo esta revisão da estratégia mostra que o NOVO mantem ambições reais e condizentes com a realidade de cada estado, não tratando os estados em diferentes níveis de estruturação de maneira igual. Cada estado deve ter a sua particularidade respeitada e valorizada para alçar voos maiores.

Então se você mora em SP, PR, RS, MG, RJ, SC ou DF, saiba que o NOVO está a espera do seu voto para TODAS as vagas em 2018!