Caos, Demônios Internos e o Hardcore
Muitas das vezes me pego pensando em “como é que as pessoas lidam com a tormenta e caos interno que existe em cada um?”.
Obviamente nunca terei minha resposta. Sei que muitos se rendem, choram, gritam, uns inventam desculpas e outros, assim como eu, aceitam o fardo e se fortificam cada vez mais.
Claro que como ser humano dono de minhas ações, também estou suscetível à fraqueza e ao desânimo que vem junto ao socos e pontapés que a vida insiste em me dar. Brigão que sou, aprendi da pior maneira de que não há como mudar a forma como estas ondas incontroláveis vem e vão dentro de nós. É preciso se calejar. É preciso fazer essa casca fina se tornar um escudo para manter seus desejos e ambições mais íntimos seguros do único ser que pode te render: Você mesmo.
Não há receita pronta “A la Taste Made” para você superar seus próprios receios e medos, nunca haverá. Quando o caos chega, literalmente chega sem aviso, calçado com luvas de aço, agredindo impiedosamente tudo o que você pensa ou sente — Ele não espera que você esteja pronto, para ele isso é irrelevante. E tome porrada, pra ficar esperto!
Não estou dizendo que sou forte e bato de frente, longe de mim! Mas a casca engrossa a cada golpe e a cada conflito estou um pouco mais preparado para me levantar após a queda. No fim das contas, já não há nocaute. Eu sempre busco me reerguer, olhar nos olhos de meus demônios internos e mentalizar:
“We live, we die but don’t go out without a fight”
É só uma forma mais poética e musical de referenciar a força e a motivação que busco para proteger meus anseios. É preciso encontrar forças em alguma coisa, se apoiar em algo que te renove o espírito e o instinto de sobreviver para lutar mais uma vez. A música, em especial o Hardcore, trouxe a mim letras e sonoridades duras e motivacionais. Coincidência ou não, a tradução literal leva ao que venho tentando explanar. É preciso ser forte para proteger o que há de mais valioso dentro de você. É preciso ser duro! É preciso gana para manter-se são e forte em meio ao caos que nos cerca e aos medos que espreitam. Como diria Rocky Balboa:
“Não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha.”
— Resolvi escrever isto devido a uma música de uma de minhas bandas prediletas. Confesso que não agrado ao gosto popular, afinal de contas é algo pessoal e não para àqueles que se rendem. É para aqueles que se levantam.
All or Nothing (click!) traz consigo uma recarga de ânimo todas as vezes que falta gás para dar mais um passo.