Medo da dor

Talvez algum dia na sociedade

Existiram seres

Que nada temiam dos sentimentos

Enfrentavam

Metiam a cara

E nunca amoleciam

Diante das decepções

Eu me sinto indignada

Não pode ser que não existe ninguém

Que seja louco como eu sou

Que se joga com a cara e a coragem

E mergulha profundamente em loucuras boas, estúpidas e estremecedoras

Eu sorrio muito sem razão

E me cobro extremamente

Eu vivi tanto e não fiz nada

Quem serei?

No presente, o que sou diferente do passado?

A agonia me sufoca

Como corda apertando

Meu pescoço

Não quero ser isso

Que treme

Que foge

Sentirei medo

De tudo e todos

Menos da dor

Porque ela muito me ensinou.

)
Akirerika- eu, infinita

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Eu só escrevo quando as minhas entranhas se contorcem.