Melancolia

Hoje estou em cacos, um caos

Pedaços despedaçados da alma

Flutuam no meu quarto

Dissolvem o meu estado de paz

Como se tudo paralisasse

Estou quase morta

Às vezes, nem escrever cura

A dor é um momento (que demora, que passa arrastado)

Eu fujo de mim

Mas, não do mundo

Mentir assim não dá futuro…

Sonhar só aumenta o embrulho

No coração, no estômago

Como bala perfurante, como soco sufocante

Se eu conseguisse

Eu jurava que sumia

Eu me calaria para sempre

Depois do último grito não contido

Nunca mais ouviria

Os outros

Os tolos

Nem desejaria mais, “desver”, certas coisas, certas pessoas

Eu jurava que eu ia embora

Não sei para onde

Mas, sei, não voltaria.

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