O mundo não parou, ele simplesmente mudou. O meu primeiro contato com o Covid-19 foi há exatamente 1 mês. Há semanas, planejávamos o II Simpósio de Organizadores de Festivais do Japão, que traria palestrantes do Brasil, Peru e México, além de 200 convidados de todo Brasil para uma programação intensa de networking e troca de informações.

O evento estava programado para sábado e domingo, 14 e 15 de março, e tudo corria bem. Na sexta-feira 13, quando chegamos ao local, fomos informados que o prefeito Bruno Covas havia proibido a realização de eventos no município de São Paulo, por conta da Covid-19. …


(imagem — Istoé)
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Todo mundo sabe o que é #fakenews. O termo é antigo, usado desde o final do século XIX, mas realmente se popularizou nos últimos anos, expressando o ato de difundir informações falsas, irresponsáveis e enganosas, que geralmente são publicadas nas redes sociais, mas às vezes, são repercutidas até mesmo por órgãos tradicionais da imprensa. Além de arruinar reputações, destruir carreiras, incentivar a violência e estimular perseguições, as fake news já foram responsáveis por crimes irreparáveis.

O mundo das mídias sociais exige que as pessoas prestem extrema atenção na qualidade da informação que estão consumindo, e principalmente, compartilhando. A verdade é que a qualidade da informação que consumimos tem empobrecido cada vez mais, e esse cenário tem muito a ver com a crise mundial do mercado de comunicação e jornalismo. …


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O Brasil tem a maior comunidade de japoneses e descendentes de japoneses fora do Japão, com quase 2 milhões de pessoas. E temos também mais de 400 entidades nikkeis em todo Brasil, realizando trabalhos lindos, que precisam de muito apoio. ❤️

Recebo muitas mensagens de jovens e pessoas que amam a cultura japonesa e querem ser voluntárias em entidades da comunidade nipo brasileira. Uma coisa que percebi, nesses meus anos como voluntária, é que muita gente quer ajudar, mas não faz a mínima ideia de como começar! 😅

Nesse post, vou compartilhar com você algumas dicas (com a minha opinião PESSOAL) para dar o primeiro passo. E a minha principal dica é começar ajudando o @festivaldojapao, o maior evento de cultura japonesa do Brasil, no qual reunimos mais de 1500 voluntários em nossa equipe (saiba mais e faça seu cadastro em www.festivaldojapao.com/voluntarios). …


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Estamos vivendo um momento inédito, de muita reflexão e isolamento devido ao Covid-19. Entretanto, o mundo continua lá fora, e as entidades beneficentes da comunidade nipo-brasileira continuam atendendo os assistidos diariamente, mas agora, sem poder contar com os eventos, que são uma parte importante da arrecadação.

Como podemos ajudar essas entidades a continuarem seus trabalhos, tão importantes para a sociedade? Confira abaixo algumas dicas!

  1. Conheça algumas entidades
    Existem muitas entidades que fazem trabalhos maravilhosos, mas eu tenho um carinho especial pela Kibo-no-Iê, Kodomo no Sono e Ikoi-no-Sono. …

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SOLIDARIEDADE — CONSULTORIA GRATUITA — A sua empresa está precisando de ajuda para atravessar essa crise inédita? Sensibilizadas e muito preocupadas com a situação de tantos empresários e amigos queridos, vamos oferecer uma consultoria gratuita para empresas que precisam ter novas ideias e receber apoio para continuar existindo e prosperando em seus negócios.

Pensando em como ajudar as empresas de forma prática, reunimos nosso trio de amigas unidas — as jornalistas Erika Yamauti; Carol Ayako, especialista em comunicação empresarial e a especialista em marketing Patricia Takehana, referências do setor de comunicação na comunidade nikkei, para uma ação solidária e inovadora, prestando consultoria online GRATUITA de marketing para pequenos e médios empresários. …


Muita motivação, trabalho em equipe e dedicação, tudo em prol do desenvolvimento da autonomia, da criatividade e das habilidades das crianças! O arquiteto de sistemas, educador e voluntário Wesdras Alves lidera o Code Club Primeira Igreja Batista em Trindade, localizado em São Gonçalo, e contou pra gente um pouquinho da rotina desse projeto super bacana!

CCBR: Como funciona o seu Code Club? Como começaram?
O nosso Code Club funciona seguindo o padrão sugerido pelo Code Club, sendo 1 hora de aula por semana e 6 aulas por módulo. Ao término de cada módulo, fazermos uma formatura para entrega de certificado. Temos 4 turmas que acontecem às segundas e sextas, no horário das 19:00 às 20:00 e das 20:00 às 21:00, com 6 computadores e 12 crianças por turma. …


O Code Club Brasil continua crescendo e impulsionando mudanças nas comunidades em todas as regiões do Brasil! A última pesquisa mostra que o estado de São Paulo possui atualmente o maior número de clubes em atividade.

Conversamos com a Luciana Bezerra, líder do Code Club Jardim Casablanca, que funciona na zona Sul de São Paulo, aos sábados das 10 às 12 horas, para saber um pouquinho mais sobre o funcionamento do Code Club, e como podemos fazer projetos juntos! Confira nosso bate-papo!

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Code Club Casablanca funciona aos sábados, atendendo jovens na Zona Sul, e é coordenado por Luciana Bezerra (na foto, terceira da direita para esquerda)

CCBR: Como funciona o seu Code club? Há quanto tempo começou?
Comecei em 2016. Estamos funcionando por 3 anos. Nosso time de voluntários funciona em esquema de rodízio, com o comprometimento de que vai participar por um semestre.
Todo início de semestre, eles devem renovar (ou não) sua participação e optar quantas vezes por mês desejam participar. Eu monto a agenda do semestre e passo no nosso grupo do Whatsapp. Eles revisam e pedem para trocar alguma data se tiverem viagens, férias ou aniversários. Durante o semestre, se algum voluntário tiver algum compromisso não planejado, eles negociam uma troca de data com antecedência. Dessa maneira, mesmo para quem tem um trabalho mais puxado ou tem família, fica fácil se planejar e colaborar com o tempo disponível, de uma forma bem realística.
Já aconteceu de voluntários que saíram por 1 semestre, por saberem que o trabalho estaria mais puxado, ou porque tinham um curso, e no semestre seguinte voltaram, aumentando ou diminuindo o número de sábados por mês! Esses procedimentos ajudam o Clube a ser sustentável e funcionar por vários anos. Outro detalhe que ajuda na coordenação é que na quarta feira, o líder sempre manda uma mensagem no grupo, confirmando/lembrando quais são os voluntários do dia e que aula eles darão. …


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Não existe essa tal de “crítica construtiva”. Toda e qualquer espécie de crítica é negativa, e deve ser eliminada totalmente. Quando me deparei com esse conceito revolucionário, pensei no primeiro momento que não fazia sentido.

Afinal, eu, como uma virginiana clássica, estava super acostumada a criticar a tudo e a todos, e especialmente, a mim mesma. Com os outros, até conseguia manter um olhar mais suave, gentil e compreensivo, mas comigo mesma, era implacável: me destruía lentamente por dentro, com minha autocrítica feroz, que minava a minha (naquele momento baixa) autoestima.

Aos poucos, fui entendendo esse ensinamento, que realmente mudou a minha vida. É triste perceber que o ser humano tem um certo prazer sádico em criticar os outros, julgando as atitudes alheias através dos seus próprios (pre)conceitos, apontando o dedo para aqueles que, supostamente, considera culpados. …


Hoje estava esperando na sala do médico e passou um anúncio na TV. Era de um creme de celulite. A moça chega no consultório médico e a câmera foca na celulite na perna dela. Outra moça repara na celulite ‘horrível’ na perna da outra, que se encolhe na cadeira, toda constrangida. E o anúncio fala: resolva esse problema da celulite! Passe o creme xexelento! E vem a moça bonita no cenário todo branco e fala: “celulite incomoda todo mundo, mas você pode resolver isso, com o creme xexelento”.

Esse comercial me deixa super irritada. Sério, qual é o problema da nossa sociedade? Por que as mulheres não podem ter celulite? Por que a gente tem que se envergonhar por ter celulite? Quem é que está olhando se temos celulite ou não? Aliás, o que é celulite? É só uma coisa no corpo, e o nosso corpo é um veículo. É uma casca, é um envoltório de sonhos, de aspirações, de luminosidade. O nosso corpo é por definição transitório, impermanente, é um corpo belo, lindo, perfeito em suas imperfeições. …


Hoje estava lendo uma entrevista do Augusto Cury e ele disse uma coisa que ressoou fundo no meu coração: “por trás de uma pessoa que nos fere, há uma pessoa ferida”. Isso é muito verdadeiro, e posso constatar na minha vida cotidiana.

Quando alguém nos magoa, não quer dizer necessariamente que ela queira nos ferir ou machucar, ou queira nos ver mal. Ela pode amar a gente muito, e mesmo assim, criar um desastre sem perceber. Por que na verdade, quem fere também está machucado, antes de tudo. Então devemos fazer o esforço de entender isso e sermos melhores do que quem nos feriu. …

About

Erika Yamauti

Jornalista, coordenadora de eventos e consultora,aplicando valores da cultura japonesa todos os dias pra melhorar o mundo!

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