Lógicas básicas para entender a manipulação global

Teorias de conspiração são aversivas por natureza, uma vez que vão contra tudo o que conhecemos e aprendemos, levando a comportamentos de negação, descrédito, desinteresse, etc. Isso aconteceu comigo, e provavelmente acontece com você. 
Nesse texto, pretendo “fazer a cama”, preparando terreno para que temas mais avançados não causem esse espanto. Aqui vão 10 reflexões e lógicas simples, sem o alarde e sensacionalismo que muitas vezes acompanha o tema.

  1. A história é escrita pelos vencedores. 
    Assim, não seria surpresa alguma que fatos importantíssimos tenham sido distorcidos ou suprimidos em detrimento do ponto de vista dos vencedores.
    Entender essa lógica fará com que você compreenda a distorção dos livros de história “oficial”, o ocultamento da influência das sociedades secretas nos maiores eventos da história, e a omissão de evidências de civilizações pré-diluvianas, a distorção da “Idade das Trevas”, encobertamento dos horrores do comunismo, etc.
  2. Quem tem dinheiro se mostra. Quem tem muito dinheiro se esconde.
    Se você ganhasse na loteria, gostaria que o mundo inteiro soubesse? Já dizia o mineirinho: “quem come quieto, come duas vezes”.
    Portanto, desconfie mesmo da lista oficial dos mais ricos da Forbes, e entenda porque ninguém desconfia que 8 pessoas possuem mais dinheiro que metade do planeta.
  3. Quem é do mal não veste capa preta.
    Perversos, psicopatas, sociopatas, etc, tendem a ser as pessoas mais carismáticas do mundo. Quem é do mal, não vai desfilar de Darth Vader por aí, mas será o mais sedutor, amigo possível, querer o bem do mundo, etc.
    Entender essa lógica fará com que você compreenda que os novos vilões defendem causas ambientalistas, são filantrópicos, pró-paz, saúde, educação para todos, amigo dos pobres, etc.
  4. Quem é do mal, precisa eleger um fantoche.
    Para sair dos holofotes, é necessário desviar atenção, como presidentes e representantes carismáticos, ou apontar um inimigo maior e mais maligno que você.
    Assim, o jogo de criação de inimigos e bode expiatórios: terroristas, comunistas, imperialismo americano, diabo, etc, assim como o processo “democrático” de “(s)eleição” não fará o menor sentido.
  5. Se seu cliente sabe pescar, ele não comprará o seu peixe!
    Se a minha sobrevivência é atrelada a sua dependência, quando você se torna independente, isso significa a minha morte. Logo, vou fazer de tudo para que essa independência nunca chegue.
    Não é difícil compreender porque os governos atuais não queiram investir em educação de qualidade, nem saúde, nem pensamento crítico, apesar da propaganda contrária, uma vez que perderiam o que mais querem: poder e o seu dinheiro.
  6. É mais fácil controlar quando se detém o monopólio da educação e dos meios de comunicação .
    Não é a toa que não aprendemos nada na escola sobre anarquia, violência estatal, psicologia, economia, direito, ou muito menos sobre a manipulação que vivemos, pois é o Estado quem mais se beneficia dessas lacunas. 
    Não é a toa que os maiores clientes de grandes e pequenos jornais, são o próprio governo. Portanto, desconfie da maioria das mídias por aí, pois elas são o instrumento “legítimo” para encobertamentos, desinformação e manipulação da opinião pública.
  7. Possuir um monopólio gera mais dinheiro do que concorrer no livre mercado.
    Se eu quero ganhar dinheiro, nada melhor do que me aliar a quem possui o poder de conferir monopólios, eliminando legalmente qualquer concorrência. 
    Assim, a ideia de banqueiros comunistas soa perfeitamente plausível.
  8. Estado e comunidade são inversamente proporcionais.
    Quanto mais autônoma um grupo de pessoas, menos necessidade de controle e auxílio externo ele precisa.
    Entender essa lógica fará com que você compreenda que o Estado não quer autonomias locais, mas tomar para si a função da organização comunitária, prejudicando a evolução espontânea de espaços públicos, cultura comunitária, e incentivando o individualismo, passividade e não-cooperação entre pessoas que compartilham do mesmo espaço. 
    Lembre-se, o Estado precisa vender seu peixe.
  9. Ao longo da história, conspirações são a regra, não a exceção.
    César, Nero, Akenaton, Lincon, Hitler, etc etc. Por que a prática milenar de conspiração política seria eliminada nos tempos de internet e globalização?
  10. Soluções absurdas precisam de um problema absurdo
    Essa é a principal estratégia: 
    Crie um problema -> Espere a reação ->Venda a solução
    Políticos aprenderam que soluções totalitárias tendem a ser aversivas, mas que a manipulação gradual da opinião, ou criar um problema artificial, onde a própria população pedirá a intervenção totalitária, são muito mais eficazes, ao esconder o principal ator e suas reais intenções.
    Assim, eu, o Estado, preciso de terroristas para invadir o Iraque. Preciso de violência nas ruas para aumentar a polícia. Preciso de crises financeiras para centralizar a economia. Preciso de drogas ilegais para controlar a internet. Preciso de comidas lixo para vender hospitais. Preciso de ignorantes para vender educação. Preciso de pobres para vender redistribuição de renda.

Acima de tudo, preciso de pessoas conformadas e medrosas para não me questionarem.

Entender esses mecanismos acima fará você rever praticamente tudo o que você já aprendeu, e a ideia de uma manipulação global que visa o empobrecimento material, espiritual, intelectual da população, não lhe parecerá tão absurda, mas perfeitamente plausível. Os argumentos acima são apoiados em pura e simples lógica, sem nomes ou conclusões precipitadas.

Como diria Einstein, “uma mente que se expande nunca volta ao seu tamanho original”. Pois a minha, e de muitas pessoas ao redor do planeta não voltam atrás. E a sua? Deixo aqui o convite.

Abraços!

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