Caro gay branco padrão.
Caco Baptista A.
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Caio Baptista Antonio, texto bastante provocativo.

Vejo nas redes sociais as contendas entre “gays desconstruíd@s” e “padrãozinhos” (que assim se auto-referem ou que se ofendem com a interpelação), e muitas vezes acho que o que se coloca são falsos debates.

De um lado, aquel@s que acham que se emanciparam da hegemonia, senhores/as de si, arrogância militante, que acreditam terem transcendido a erotização do modelo-margarina, que ignoram que moldar o próprio corpo é uma forma de agência. Do outro lado, os gays que, sendo vistos como encarnações desse quase metafísico padrão, assumem um discurso patético, que ignora privilégios de cor, classe e gênero, de retórica fascistóide.

Não acho que esse debate seja simples. Há alguns anos atrás (quanto o tanquinho era o mainstream comercial) falávamos que pessoas gordas tinham que assumir suas barrigas. Agora que a representação pública é agenciada por todos em redes sociais (inclusive por influencers “padrãozinho”), chega-se ao ponto de discutir se publicar uma foto do tanquinho é algo opressivo.

Gostei de como você tematizou esse tema!

Bjs