Caro gay branco padrão.
Caco Baptista A.
21130

Caio Baptista Antonio, texto bastante provocativo.

Vejo nas redes sociais as contendas entre “gays desconstruíd@s” e “padrãozinhos” (que assim se auto-referem ou que se ofendem com a interpelação), e muitas vezes acho que o que se coloca são falsos debates.

De um lado, aquel@s que acham que se emanciparam da hegemonia, senhores/as de si, arrogância militante, que acreditam terem transcendido a erotização do modelo-margarina, que ignoram que moldar o próprio corpo é uma forma de agência. Do outro lado, os gays que, sendo vistos como encarnações desse quase metafísico padrão, assumem um discurso patético, que ignora privilégios de cor, classe e gênero, de retórica fascistóide.

Não acho que esse debate seja simples. Há alguns anos atrás (quanto o tanquinho era o mainstream comercial) falávamos que pessoas gordas tinham que assumir suas barrigas. Agora que a representação pública é agenciada por todos em redes sociais (inclusive por influencers “padrãozinho”), chega-se ao ponto de discutir se publicar uma foto do tanquinho é algo opressivo.

Gostei de como você tematizou esse tema!

Bjs

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.