O ponto do texto é discutir o que é arte para dizer que não deveríamos discutir se jogos são arte ou não? Particularmente me soou só como um resistência à definição de jogos como arte já que dizer que jogos são experiencias não diz nada, e dizer que “são o que são” diz menos ainda. Claro, qualquer pessoa que dedicou 10 minutos para ler sobre estética descobre que a definição do que é arte é completamente arbitrária, mas isso não quer dizer que é vazia de significado, se trata só de uma institucionalização da experiência estética.
Também não há porque achar que é um particularidade dos videogames, enquanto arte, se comparar com outras formas, quem nunca ouviu que “o livro é melhor que o filme”, ou que ao ler um trecho de um livro “parecia que tava vendo um filme”? Cada arte não existe em um vácuo, elas se dialogam, são influenciadas e influenciam, não deixam de serem boas obras por causa disso. Jogos para mim são arte a partir do ponto que são experiencias estéticas, sem fim prático, com suas “galerias” (BIG, E3) e crítica (ainda que pouco madura). Discutir se é arte ou não pouco tem impacto no desenvolvimento, acho que tentar atribuir uma carga negativa a essa discussão é sim um problema, pois, ao contrário do defendido no texto, é isso que faz com pessoas tentem traçar linhas do que pode ou não ser um jogo, geralmente quem é contra a definição de arte é quem quer que os jogos se mantenham onde estão, que não experimentem, que não se soltem de amarras tecnicistas enfadonhas e que se mantenham como um passatempo escapista e frívolo.
Outra coisa, o urinol original do Duchamp jamais foi exibido, ele enviou a foto junto com a inscrição para um exibição da Society of Independent Artists, porém foi rejeitado.
