A vida e o trabalho, o ciclo sem fim

A vida é boa.

Você se esforça, faz o possível e o impossível para conseguir o primeiro emprego.

Você se lembra do seu?

Eu me lembro. Como se fosse hoje. Eu tremia ao falar com minha chefe. Tinha só 16 anos… 16 anos e muita responsa!

Na primeira semana você fica em dúvida de tudo.

Anota tudo;

Pergunta tudo;

Checa tudo;

Checa novamente;

Tudo.

Na primeira semana você pede opiniões, pergunta como funciona a empresa, tenta confirmar ou tirar aquela primeira impressão do colega;

Pensa que são muitas pessoas para conhecer!

Você chega a pensar que não vai dar conta!

O primeiro final semana é complicado. Fica naquele impasse entre querer que a segunda semana comece logo e entre ficar seguro, na sua casa, fingindo que está tudo bem e que está amando estar no novo trabalho… “Sim, estou adorando! Tô muito entrosado!”

A segunda semana passa…

A terceira…

A quarta….

E você pensa “Nossa! Já faz um mês e ainda estou com aquela sensação de pisar em ovos!”

Aos poucos vai pegando o jeito… Aos poucos vai vendo quem é quem… Conhecendo suas funções…

Vai perceber que cometeu algumas gafes no começo.

Algumas responsabilidades aumentam pra você. Você fica receoso mas aceita, claro!

Ó! O segundo mês passou!

E aí você já está saindo com algumas pessoas do seu trabalho pra um happy hour. E pensa “Por que demorou tanto?!” (ou não)

O trabalho começa a ser prazeroso depois de uns três meses… Quatro, talvez.

Você percebe que já sabe quem são todas as pessoas e um pouco das suas histórias…

O nirvana do trabalho é quando você não se preocupa com nada. Quando sabe que qualquer coisa pode acontecer que, pior que seja, você saberá resolver. E se não souber, vai saber a quem perguntar.

O pior sentimento é de ter uma bomba na mão e não saber resolver. Seja uma ligação que não sabe para qual setor transferir ou uma grande denúncia que não sabe por onde começar a checar. Esse é o meu caso, jornalista. Quase, na verdade.

Já que falei em jornalismo… É impossível não sair um sorrisinho de lado, tímido a sair, quando vê seu texto no espelho do jornal.

MUITAS DESSAS VEZES, NA VERDADE, VOCÊ SERÁ PEGO DE SURPRESA./ A MINHA PRIMEIRA VEZ, POR EXEMPLO, ESTAVA SENTADO NO SOFÁ DE CASA E RECONHECI O MEU TEXTO NA VOZ DA APRESENTADORA./ ERA SÓ UMA NOTA, MAS ESTAVA ÓTIMO!//

E depois…

PERCEBI QUE MINHA SUGESTÃO TINHA VIRADO UMA MATÉRIA./ QUE OS MEUS PERSONAGENS FORAM APROVADOS./ QUE A REPÓRTER, QUE EU NEM CONVERSEI, TEVE A MESMA VISÃO QUE EU.//

E aí você fica…

E vai vivendo…

Um dia após o outro…

Por mais diferente que seja, o negócio é sempre o mesmo…

E você começa a ficar estabilizado!

E feliz!

E satisfeito!

E aí aparece outra oportunidade. Talvez aquela que você sempre quis!

E você fica mexido.

E vê todas aquelas pessoas que agora são mais que amigos… Afinal, você passa mais tempo com eles do que com sua família.

E você pensa de novo.

E fica sem dormir

E não dorme.

E pensa, repensa, faz contas, vê o trajeto dez vezes…

E aceita.

E vai.

Na primeira semana você fica em dúvida de tudo.

Anota tudo;

Pergunta tudo;

Checa tudo;

Checa novamente;

Tudo.

Na primeira semana você pede opiniões, pergunta como funciona a empresa, tenta confirmar ou tirar aquela primeira impressão do colega;

Pensa que são muitas pessoas para conhecer!

Você chega a pensar que não vai dar conta!

O primeiro final semana é complicado. Fica naquele impasse entre querer que a segunda semana comece logo e entre ficar seguro, na sua casa, fingindo que está tudo bem e que está amando estar no novo trabalho… “Sim, estou adorando! Tô muito entrosado!”

A segunda semana passa…

A terceira…

A quarta….

E é assim…

Sorte de quem para nessa fase.

Ou não.

Ou sim?