#5 Manifesto — Gracias a el Lenguaje

É tempo de reparar na balança de nobre expressão que equilibra o fluxo da nossa linguagem em manifestações e interpretações únicas de existência.

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Somos todos seres sábios, e nos comunicamos através de múltiplas plataformas de ação.

Uma delas é a linguagem, e diante da realidade racional de cada um, aprendemos idiomas. Desenvolvidos naturalmente pelo ser humano como resultado da facilidade inata do nosso intelecto.

Porém, ao longo das relações entre culturas, os idiomas condicionados às suas regiões, foram percebidos como barreiras para uma comunicação clara e genuína entre os povos.

É nesse contexto que nasce o Esperanto, a língua de todas as nações sem pertencer a uma só, com a intenção de servir como expressão do pensamento universal. Idealizado como o idioma da esperança, como um sublime elo, neutro e global, para facilitar o diálogo fluído e autêntico entre seres em troca.

Surge com ele, uma visão estendida de comunicação em um outro plano, de construção de uma cultura emancipadora para integrar o mundo em expansão da fraternidade e igualdade, e na equiparação das diferenças.

Motivadas pela mesma esperança de integrar o mundo através da síntese das expressões em uma unidade essencial, que encontramos no movimento esperantista uma oportunidade de traduzir a nossa essência como linguagem universal.

Literalmente

Esenco, significa essência em Esperanto

E essência, em todos idiomas, significa a característica mais profunda e única de um ser.

Espontaneamente

Nascemos assim, como uma linguagem, um idioma, uma plataforma de ação, ou um modo de comunicação.

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Para servir como página em branco à identificação, expressão, libertação e expansão da essência multi de cada uno.

Para isso, partimos e propomos uma imersão no contexto introspectivo do estar.

Estar no seu centro,

no seu meio,

medi-estar

=

meditar.

Estando presentes no momento, absorvemos a vida real, observamos e intensificamos nossas interações com o ambiente.

Entendemos que a essência do estar é mutável e híbrida, e flui entre o tempo, as estações e as fases que a vida nos apresenta.

Percebendo o mundo desta maneira, foi possível ver o que realmente é necessário para nossa contemplação integral, ter menos, ser menos e estar mais.

E foi assim, na tentativa de traduzir esta plenitude, que encontramos o caminho do meio e nos despertamos.

Significamos as nossas linhas de criação em estados de mente.

Manifestadas igualmente pela linguagem da esperança, cada uma delas expressa a experiência de estar em autoconexão.

E quando combinadas entre si, se complementam sutil e funcionalmente à representação da autoconsciência.

Começamos então pela base, o núcleo vital, indivisível e atemporal da nossa essência, a alma.

A linha Anima representa o estado de mente presente, em que se alcança a serenidade. Ela traduz a sensação de essencial livre, integralidade suficiente e resgata uma plenitude no simples. Composta por expressões de sensibilidade, sem excessos, com formas leves e energia natural.

Em expansão, sentimos nossa identidade em constante movimento, em transições espontâneas, e compreendemos essa sensação como vontade de transcender.

A linha Transcend representa então, o estado de mente orgânico e vivo, em que se expira o natural mutável. Ela manifesta os desejos de momento, a exponencialidade inerente e a atitude da diferença. Composta por expressões de autenticidade, com detalhes de múltiplas realidades e formas para a expansão das possibilidades.

Nos demos conta também, de que habitamos um corpo físico, que age e reage ao ambiente através de nossos sentidos, e assim, identificamos como condição primordial: estar livre.

Para isso, nasce a linha Libera que amplia o estado de mente aberto e despreendido, em um movimento de autonomia. Ela ressignifica a libertação de se expressar, no ato de pensar, vestir e se manifestar. Composta por expressões de leveza e convicção, com percepções sensíveis em detalhes finos e formas sutis.

E ainda percebemos algo mais, uma sensação como toque final, especial, incomum e singular, um impulso ao ato de criar e externalizar percepções de essência única.

Surge dessa vibração a linha Nur, que caracteriza o estado de mente criativo e individual, em que se abre margem à imaginação e co-criação. Ela representa a motivação do novo, não visto e exclusivo. Composta por expressões de multiversidade, em combinações inéditas, com diversas formas de autenticação e particularidades diferentes por criações.

E é por tudo isso e mais um bom pouco que estas quatro linhas são como nosso cosmos em multiplicação.

Pois, além de combinarem entre sí formando galáxias de possibilidades, elas representam unidas a nossa linguagem existencial, que nos permite simplificar nossas expressões à compreensão universal.

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E cumprir assim, a missão e convenção que assumimos com nós mesmas, com a nossa verdade e com o legado literal daqueles que tem esperança, mas que não esperam a mudança.

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A inspiração vem da liberdade dos movimentos, da atitude do simples e da essência dos momentos. esencoinspira.com.br

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