Um novo Vitória e uma Desportiva desligada - ANÁLISE TÁTICA: VITÓRIA 1 x 0 DESPORTIVA
Por Juliano Rangel
O duelo entre Vitória e Desportiva colocou frente a frente duas equipes que vivam momentos diferentes. A equipe Grená precisando de um triunfo simples para ficar bem próxima da classificação, e o Alvianil só pensando na vitória. Melhor para o Vitória, que soube pressionar e atacar nos erros da Desportiva para sair com os três pontos do jogo.

No Vitória, Wesley Martinelli armou a equipe num 4–3–3, com Ferrugem, Rodrigo César e Deivison formando o trio de meio-campo. Na linha de ataque, Nilo atuava pela direita, Henrique atacava pela esquerda e Carlos Vitor jogava mais centralizado.

Pressão era a palavra chave da equipe Alvianil, principalmente na primeira etapa. A ideia era avançar as linhas, com o trio de ataque contando com o apoio de Rodrigo César para pressionar a saída de bola da equipe Grená, que era obrigada a arriscar as bolas altas.

Pelo lado da Desportiva, o técnico Vevé resolveu manter uma novidade dos últimos jogos, durante os 20 primeiros minutos iniciais: Gean Miller mais avançado no meio-campo, atuando pelo lado esquerdo.
A equipe fazia a saída em três, com Ramón se aproximando do trio Sorriso, David e Marco Antônio. O lateral-esquerdo, Ratinho, avançava mais para o ataque, dando mais apoio nas investidas de Edinho por aquele lado.

O Vitória, fazia um jogo bastante apoiado, com os dois laterais gerando amplitude nos ataques, Ferrugem trabalhando junto com a dupla de zaga, e Deivison e Rodrigo César atuando por dentro.

Com a bola, a Desportiva atacava num 4–3–3, e sem ela, a equipe variava para o 4–4–2, com Mádisson retornando a linha de meio-campo, pela direita, e Willy e Edinho ficando mais adiantados no comando de ataque.

No Vitória, Wesley deixou Nilo bem aberto na direita, dando espaços para as ultrapassagens e infiltrações, pelo meio, do lateral Cássio. Após 20 minutos iniciais, com o Alvianil ganhando muitas bolas no espaço à frente da linha defensiva da Desportiva, o técnico Vevé, retornou com Gean Miller para esse espaço, e liberou Ramón para atuar mais adiantado. Dinda passou a ocupar o lado esquerdo do meio-campo, com Mádisson fazendo o lado direito.
A mobilidade do ataque do Vitória, a partir dos 30 minutos, começou a ganhar mais espaços. A equipe atacava sempre buscando os espaços deixados pela linha defensiva da Desportiva, seja pelos lados ou no pelo meio.


Com a linha de defesa da Desportiva tendo muitas dificuldades para marcar e apresentando uma recomposição defensiva muito lenta, o Alvianil chegou a distribuir oito homens no campo de ataque.

Na segunda etapa, Vevé retornou com David Dener atuando ao lado de Edinho. Willy foi recuado para o jogar no lado esquerdo da linha de meio-campo.

Era natural pensar que David Dever fosse a referência, mas quem acabou desempenhando esse papel foi Edinho, que buscava atacar nas transições ofensivas os espaços entre o lateral-esquerdo e o zagueiro Alvianil.

Mádisson também apoiava a dupla de ataque nas pressões durante a saída de bola do Vitória. Logo depois, João Vitor entrou no lugar de Willy e passou a atuar pelo lado direito, também se aproximando de Edinho e David Dener nos momentos ofensivos. Os laterais Sorriso e Ratinho se apresentavam mais no ataque.

A equipe continuou tendo liberdade para transitar na frente da linha de defesa da Desportiva. E foi com essa facilidade, aliada a desatenção defensiva Grená, que o Vitória marcou o gol, com o lateral Cássio.
A triunfo não só deixou o Vitória vivo na disputa por uma vaga na disputa por uma vaga nas semifinais da Copa Espírito Santo 2018, como também o fez superar a Desportiva na tabela.

DE OLHO NO LANCE #7
No vídeo desta semana, analisaremos o gol do lateral-direito Cássio, marcado no triunfo do Vitória sobre a Desportiva por 1 a 0. Confere aí!
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