Lá vem a depressão outra vez …

Em 2014 eu estava decidida que ao conquistar um novo emprego, não sairia de forma alguma. Precisava me “estabilizar” em algum lugar, já que nos empregos anteriores eu havia ficado em média 1 ano e meio.

No dia 02 de janeiro eu já estava empregada. Fui trabalhar em uma organização social que atendia pessoas em (algumas) situações de risco e vulnerabilidade social. Gostava bastante porque além de fazer o que eu gosto (ajudar pessoas), minha produção era basicamente a de jornalista e eu tinha uma relação super boa com os colegas de trabalho. Aliás, saudade!

Era ano de eleição. Em maio o ex-Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, afastou-se das obrigações e o vice, Fernando Pezão assumiu as funções estaduais. Em junho, a organização que é vinculada ao estado já não podia mais publicar conteúdo relacionados às atividades da organização sob pena de crime eleitoral. Então, comecei a produzir bem pouco. Era angustiante. Mas nem sempre, ou quase nunca, as coisas são como a gente quer. Enfim … o jogo seguiu. Como segue sempre.

Período pré-eleitoral e o ócio criativo

A depressão começou a ficar aparente para mim, não por causa do ócio (que nem sempre é ruim), mas porque no ócio essas questões ficam mais claras. Bom … ao menos ficou para mim. Sentia um desânimo enorme, dores no corpo, e em um exame clínico, me faltava vitamina D (um dos indicadores clínicos) da possibilidade de depressão.

hahahahahahah … só me dá vontade de rir quando vejo este ursinho tão eu … rs

Naquele momento pensei: “não posso perder este emprego, eu preciso deste dinheiro para pagar as minhas contas” e continuei, como a maioria de nós. Aliás, é uma raridade poder parar e cuidar da saúde porque no geral, ou a gente fica com medo de pegar mal no mercado, ou de não conquistar mais uma oportunidade de emprego. Mentira!

Ok! Pode não ser a melhor coisa para o seu currículo. Concordo. Mas que você não vai conquistar outras oportunidades, não é verdade. Se você está pensando assim e está doente, por favor, repense. E eu repensei. Resolvi focar, então, na minha saúde de forma responsável.

Decidi mudar o meu estilo de vida

Eu estava muito gorda. Gorda não seria problema se a minha condição não estivesse fazendo mal à minha saúde. E estava. Muito. Lembro bem que no dia 29.12.2014, ou seja, às vésperas do Reveillon eu estava muito mal. Em repouso em tinha muita falta de ar e aumento considerável do batimento cardíaco. Fiquei muito preocupada.

Então, procurei o médico cardiologista, uma nutricionista esportiva (que me passou termogênico manipulado e abriu uma crise de pânico, falo isso em outro artigo) e dois treinadores; um de natação (indoor e mar) e outro em corrida de montanha.

Em nenhum momento passou pela minha cabeça qualquer outro tratamento invasivo como cirurgia bariátrica. Embora, saiba que é importantíssimo para muita gente. Eu estava abaixo da casa dos 100kg, mas queria a minha saúde de volta através da atividade física. Sempre amei esportes, a água, a natureza. Estava claro que este era o meu caminho. E assim foi.

Participação na Corrida de Montanha — 7km no XTerra Brasil, em Mangaratiba.

Fiz todos os exames cardiológicos, clínicos e estava apta para realizar as atividades físicas. Então, comecei com a natação 3 vezes na semana e, naturalmente, a vida melhorava consideravelmente e a depressão ficava para trás. Já com a nutricionista esportiva, me alimentando com foco no esporte, passei a treinar também para corridas de montanha. Participei de algumas corridas e ia tudo muito bem, obrigada!

A vida caminhou super bem até 2015. Até que …

No próximo post eu te conto como eu fui parar no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) com pressão arterial em 19 por 11, em uma crise de pânico. Neste dia, eu tomei um termogênico manipulado e por causa da chuva, não puder treinar. Aliás, 2015 foi um ano recheado (aff!).


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