Estava deitada, enrolada nas cobertas num dia frio, vendo vídeos aleatórios no YouTube quando um tal de Weezer apareceu na tela do computador.
My Name Is Jonas tocava com o volume no máximo e eu achava aquele novo som sensacional. Digo... "novo". Um álbum de 1994 é qualquer coisa, menos novo. Mas pra alguém que não tinha, literalmente, nenhum senso musical… é, aquilo era novo pra mim.
Não que a paixão por música já não existisse, mas era algo baseado em sons que me enjoavam depois de algumas semanas. E vindo de uma família de músicos, não ter meu próprio estilo, as vezes, me incomodava um pouco. 
Depois vieram os Kaiser Chiefs com Ruby, as clássicas dos Beatles, Nirvana, Foo Fighters e uns outros loucos dos anos 80. 
A cada riff, cada solo e a cada batida, eu agia de forma diferente, e cada álbum, em suas particularidades, me traziam novas formas de enxergar as coisas. 
Com o tempo vieram os alternativos, indies e MPB... e juntando isso com o Rock e o punk, fui delirando cada vez mais na variedade de sensações que aquilo tudo me proporcionava.
A real é que a música, num todo, sempre mexeu comigo. E foi algo que trouxe a minha personalidade.
Por vezes era taxada como estranha, já que as outras meninas, em meados de 2012, piravam no Justin Bieber enquanto eu me acabava em Foster the People... Mas nunca sendo algo que me incomodava, pois aquelas batidas falavam cada vez mais alto dentro de mim. 
A música me traz liberdade e é algo que toca no fundo da alma e da mente trazendo novas experiências, aventuras, ideias e, por vezes, até um pouco de sabedoria a mais. Algo inovador, inteligente e criativo que, pra muitos, é apenas um mero passa-tempo, mas que pra mim é muito mais do que Arte.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Estela Pasquarelli’s story.