E quando menos se espera, já se foram quatro meses do ano, trinta anos da vida e centenas de palavras desperdiçadas.

Eu sigo perdendo tempo, me escondendo entre músicas e livros não lidos na estante. Brincando com o cotidiano, a rotina doméstica, o sono leve, as madrugadas em claro.

Dilacerando as horas entre rimas, batidas, passos, cervejas e cansaço. Caminhando rumo ao abismo inevitável há tempos adiado.

Eu continuo andando. Um corpo vazio, oco, inanimado. Um depósito de mentiras, dramas descartáveis e sonhos mortos.

Não me acostumo com as dores. Previsíveis. Cortantes.

O amanhecer não é mais a hora de começar. Enquanto o sol nasce, vamos dormir, esperando qualquer momento que não seja mais preciso voltar.

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