O risinho racista
Em tempos de internet sempre preferi o “rs” para indicar o riso.
Apesar de sempre ler “Rio Grande do Sul” automaticamente, eu acabo entendendo que naquela indicação alguém quer suavizar a frase escrita, demonstrando se tratar de uma brincadeira ou algo engraçado.
Acho o “hahaha” espontâneo, me pego escrevendo o tempo todo.
O “hehsheuhdeuhdhueh” bagunçado, não consigo nem reproduzir (ou se existe alguma regra nisso).
Tem também o “risos” no final da frase, às vezes com um asterisco. *risos. não me parece engraçado.
Mas tem um que eu detesto e eu nem tinha me atinado o porquê.
Kkkkkk.
Quer dizer “Kakakaka”, mas sempre me pareceu outra coisa.
KKK, ou Ku Klux Klan, um movimento racista que surgiu no sul dos Estados Unidos. Não é segredo para ninguém, mas é sempre bom explicar.
Esse movimento nacionalista prega a supremacia branca e tem como principais alvos os negros, judeus, hispânicos, católicos e qualquer um que se opõe ao seu ponto de vista.
Ou seja, qualquer pessoa de pele escura pode ser alvo de pessoas da KKK, e como gato escaldado tem medo de água fria, toda vez que vejo essa risadinha o receio aparece.
Eu sei que parece que há uma grande forçação de barra nessa interpretação. Mas se eu te disser que ela não veio à toa?





Claro que tudo isso é uma infeliz coincidência, mas é difícil não associar o discurso de ódio (ou pelo menos maldoso) a uma marca que prega o ódio aos não brancos.
Detestava o Kakaka. Agora eu sei o motivo e por enquanto ele não é engraçado.
