Sobre embarcações, peças de teatro e transposição

A vida não vem com roteiro, acontece, como no dia em que conheci você eu estava indo para outro lugar, mas o vento do destino soprou e eu barco a vela naveguei para perto de você ... Assim como os navegadores erravam o caminho e acabavam por descobrir terras novas, eu errei meu caminho mas descobri você.

As vezes penso que tudo que vivi antes foi trailer, foi preciso você chegar para o filme começar.

Eu sou prefácio, palavras soltas, você enriquece minha trama e me dá enredo, você me inspira sabia ?

Eu sou cenário, sou ensaio mas quando chegou foi que as cortinas se abriram, minha vida aplaudiu de pé sua chegada e fez mais gritou

-Bravo ! bravíssimo! Jogou rosas no palco, eu floreio tudo sobre você

Como diria Machado " ... tudo o que sucedera antes foi como o pintar e vestir das pessoas que tinham de entrar em cena, o acender das luzes, o preparo das rabecas, a sinfonia... Agora é que eu ia começar a minha ópera. "

Eu gosto do nosso desembaraço, do nosso descompasso, gosto tanto que me recuso a aligeirar o destino, a àgua do rio corre na velocidade que lhe é intrínseca, sem deixar de correr e sem se apressar chegamos aqui ... Usando a mesma metáfora sei que o acaso tratará de ajuntar nossas àguas.

Se te encontrar por aí quero desague em mim (espero que entenda a metáfora dentro metáfora)

Sempre vi minhas metáforas como pontes que ligam as minhas ideias ao que eu não consigo explicar muito bem, ledo engano minha metáforas são transposição, e eu rio São Francisco estou querendo saber quantas ainda vou ter escrever até as nossas àguas se ajuntem ?

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