[Resenha] George e o Segredo do Universo, de Lucy e Stephen Hawking

Capa do livro

Quem de dera ter lido esse livro quando tivesse uns 10 anos de idade, talvez eu seria uma pessoa melhor. George é uma típica criança que mora com seus pais que são ativistas ambientais. Eles vivem numa espécie de sítio, com horta, gado e gerador elétrico caseiro. Seus pais fazem o possível para evitar equipamentos tecnológicos e afins, pois acreditam piamente que estes dispositivos são a causa da degradação do meio ambiente. George é uma criança cheia de curiosidades e seu maior sonho era ganhar um computador de presente, mas acabou ganhando um porquinho o que no fim das contas acabou levando ele a conseguir o tão desejado computador, mas não cabe aqui contar como se passa essa parte da história.

Anne é a vizinha de George, e é uma personagem bastante autêntica, cheia de estórias grandiosas, não necessariamente verdadeiras. Dona de uma mente incrível e imaginativa, porém pouco explorada nesse livro curtinho de apenas 306 páginas. A menina é filha do cientista Eric e sua mãe é professora de música.

O livro traz informações bastante interessantes a respeito do universo ao mesmo tempo que aborda a ética na conduta dos cientistas. Eric, um cientista que possui um supercomputador, introduz George ao mundo científico e induz o garoto a fazer um juramento que consiste basicamente em usar os seus conhecimentos para o bem da humanidade, jamais para o mal. O livro não entra diretamente no mérito do que é bom ou ruim para a humanidade, mas de forma contextualizada mostra que usar a ciência para interesses próprios pode trazer consequências ruins.

Ele também desmistifica a ideia de que o avanço tecnológico contribui para a degradação do meio ambiente, e que tecnologia e sustentabilidade podem ser amigas, bem como os pais de George e Anne. A figura do pai de George representa a preocupação com medidas sustentáveis, e a figura do pai de Anne faz alusão à ciência com todo o seu potencial construtivo e também destrutivo.

A atenção do livro é voltada para as descobertas de George a respeito do universo, e a cada descoberta o livro nos traz belíssimas imagens e textos informativos bastante elucidativos e de fácil compreensão. A editora caprichou na capa muito bonitinha com uma moldura metálica e a parte interna da capa com a imagem de uma nebulosa ficou encantadora. Apesar do gênero ser infanto-juvenil, é um livro que vale a pena ser lido mesmo que já se tenha passado dos 20, ou ainda que já se tenha filhos é uma ótima ideia ler com eles.

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