Expandindo o conhecimento em narrativa e produção de imagens

por Felipe Abreu — editor da OLD

Uma das principais propostas do Valongo é aprofundar a discussão em construção de narrativas, expandindo o escopo para além da fotografia e convidando os participantes a pensarem na melhor maneira de se construir histórias visuais.

Um dos pontos fortes da programação é a seleção de workshops disponíveis ao longo do festival. Há uma vasta coleção de possibilidades práticas a serem desenvolvidas durante os cinco dias em que o porto estará ocupado por fotografia.

Estão disponíveis cursos de curta duração e outros que se desenvolvem ao longo do festival. Entre os mais curtos, alguns dos que mais chamam a atenção são os de Laia Abril, Corinne Noordenbos, Thelma Guedes e Miguel Machalski.

A espanhola Laia Abril, grande destaque do Rencontres d’Arles deste ano, propõe uma revisão coletiva de bonecos e fotolivros, instigando os participantes a apresentarem seu processos criativos e o andamento de suas obras impressas. Já Corinne Noordenbos se concentrará em uma etapa primordial na produção de narrativas visuais: a construção de conceitos e objetivos e na exploração das vastas possibilidades no processo de criação contemporânea.

Expandindo o interesse em processos narrativos para além da fotografia, o Valongo traz os workshops Narrativas Contemporâneas para Televisão, de Thelma Guedes, e Contando Histórias no Mundo da Imagem, de Miguel Machalski. Os dois ministrantes trarão seus conhecimentos em audiovisual e produção televisiva para inspirar os participantes na produção de suas narrativas visuais.

Passando para o grupo de workshops de longo prazo - se estendendo por todo o festival - destaco as iniciativas de Vibrant e Ananda Carvalho, Walter Costa e Ivan Padovani, Garapa e Bia Bittencourt. Desenvolvendo processos de investigação de narrativas impressas, a editora Vibrant e a criadora da Feira Plana, Bia Bittencourt, trazem ao Festival cursos para o desenvolvimento de projetos impressos. Buscando a construção de conexões e conceitos dentro do impresso e a sua viabilização e construção com poucos recursos.

Os workshops Provocações ao Mar, de Walter Costa e Ivan Padovani, e Atlas Visual da Violência, ministrado pelo Garapa, propõem alternativas de quebra de padrões na construção de projetos fotográficos, buscando soluções inovadoras para o desenvolvimento de narrativas. Walter e Ivan pretendem reformular o código internacional de sinais de navegação, criando um jogo entre fotografia, símbolos e ícones. O Garapa, por outro lado, propõe a construção de um mapa da violência em Santos, buscando tanto casos históricos como atuais. Uma dura e valiosa proposta para se realizar durante os quatro dias de curso.

Essas são algumas das possibilidades de workshops que o Valongo oferece durante seus cinco dias de atividades. Ainda dá tempo de se inscrever e se preparar para descer a serra!