NOVO DIA

“Não faz sentido.
Nem isso, nem aquilo.

Porque continuamos tentando?
Porque continuamos aqui?
Porque sobreviver?

Não, não faz sentido.
Nem isso, nem aquilo.

Sono conturbado,
banho quente,
roupas que incomodam,
café da manhã esporádico.

Ruas, passos, olhares.
Ônibus, esbarrões, olhares.
Corredores, salas, olhares.

Impressões
Impressões
Impressões

Verdades
Mentiras
Suposições

Não faz sentido.
Nem isso, nem aquilo.

Quarto, silêncio, incômodo.
Rotina, obrigações, incômodo.
Planos, expectativas, incômodo.

Decepções
Decepções
Decepções

Culpa
Falta
Confusão

E de novo,
mais um dia.
Mais rotina.
Impressões, decepções.

Não faz sentido.
Nem isso, nem aquilo.”

[euflorindoli, na cama, às 9h50min, 14 de setembro de 2017]

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