Ninguém se ausenta.

Tenho uma ingenuidade voluntaria, que de solidão se cerca e pede ajuda. Um isolamento agressivo que só permeia estórias passadas e um senso de inutilidade que há muito venho maturando. Me vejo bobo e desimportante, afinal, de que adianta ter conteúdo se ele pode ler um livro, falar bem nunca seria o suficiente. Ser experto também não, nem mesmo experiencia de vida conta. Nada segura o outro a mim. Bom sexo é facilmente substituível, qualquer um pode ser persuadido para ter o interesse que eu tenho. Bons momentos são esquecidos e refeitos, não há valor em mim que não esteja n’outro. nunca serei ausente enquanto há gente que fale e ouça como eu. Não importa quem seja, pode dizer o que digo com a mesma emoção, construir o que construo com o mesmo entusiasmo, destruir o que destruo com a mesma cólera nos olhos. Não haverá alguém que possa se dizer inútil na minha arte, incapaz na minha obra, sou tanto quanto tu és como eu.

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