Minhas Mais Sinceras Desculpas

Pois bem, se houvesse alguma forma textual de representar o silêncio absoluto certamente seria esse o meu início. Não por ter alguma mensagem subliminar por trás do silêncio que na verdade eu quisera externalizar para dizer que guardo dentro de mim desde muito tempo o vazio existencial ou a insatisfação perante as adversidades da vida ou seja lá o que o silêncio representa para pessoas tão ou mais, digamos, excêntricas no aspecto psico-comportamental quanto eu.

Não não, talvez o silêncio, esse silêncio aqui, seja por eu sofrer de uma timidez crônica que me acompanha há longa data ou talvez seja por que eu esteja encontrando dificuldades para materializar essa confusão que ocorre dentro da minha cabeça fruto da eterna batalha entre eu e minha consciência. Aliás, vale frisar, essa união (eu & minha consciência) já se mostrou há muito tempo desgastada.

Seja qual for o motivo acredito profundamente que o silêncio é uma ótima forma de começar com isso. Pois o silêncio nos faz organizar os pensamentos, o silêncio nos acalma, o silêncio nos faz ouvir nossos sentimentos e o silêncio que estou usufruindo agora me faz ter a clareza de que quem está diante deste texto esteja me mandando para merda por estar lendo a palavra “silêncio” tantas vezes.

Acredito que com o tempo irei me soltando e espero manter uma certa regularidade com vocês. Sim, disse “vocês” do alto de minha presunção ao achar que um dia terei leitores. Bem se alguém algum dia ler isso saiba que eu já peço desculpas antecipadas mesmo que eu não tenha feito nada contra você, mesmo que eu não o conheça eu já lhe peço perdão no mínimo pelo texto raso, ruim, tímido, de vocabulário pobre, de gramática pífia e de tanto valor poético quanto uma cantada violenta vinda de um operário das obras de extensão da linha 4 do metrô perante uma jovem estudante do Colégio Santo Agostinho.

Enfim, muito provavelmente em um futuro não tão distante lerei isso aqui e sentirei vergonha e certamente apagarei como fiz com tudo que pudesse me causar vergonha na rede mundial de computadores mais conhecida como internet. Nesse exato momento me lembro dos inúmeros flogões, blogs e afins dos quais eu mantinha em minha adolescência e fiquei aliviado por perceber que tê-los excluídos talvez não tenha sido uma má ideia afinal.