Eu gostaria de escrever para alguém, mas todas as pessoas vão embora; infelizmente quase nunca no momento certo, não pra gente pelo menos.

Escrevo essas palavras soltas fingindo sentimento quando na verdade são só insinuações de profundidade. Engano bem. As pessoas acreditam. Aposto que até sentem certa empatia — mal sabem elas. Não existe um rosto aqui, não existe atrito, não existe nem sequer uma alma. Nada permanece em nós — e qualquer criança que está aprendendo a amarrar os sapatos sabe que laços são frágeis demais.

Eu gostaria que existisse uma razão aqui, sinto inveja dos que acreditam ter encontrado. O que posso fazer é soltar algumas palavras desordenadas, deixo os outros buscarem algum sentido; acontece que palavras nunca são soltas por acaso. Eu quero que você leia e vá embora, porque dói um bocado perceber quando o caos não pode ser domado. Todos vão, é uma pena que nunca acontece na hora certa.

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