Sobre startups.
Paulo Tenorio Filho
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Nos conhecemos desde o Seed e você sabe a admiração que tenho por você e Jorge. O que ocorre, Paulo, na minha visão, é que a “Nota Fiscal” acaba sendo um indicador de que AS PESSOAS de uma startup chegaram num ponto de maturidade em que, investir nelas, passa a ser atraente. Antes de perceber esse indicador, os investidores acabam desconfiado na capacidade das pessoas. Obviamente, tem muito desequilibro e a real desse “termo” fica comprometida. Ainda sim, busco ver por esse lado. Ou seja, se fosse apertar a tecla SAP, entendo o jargão “Faturar” como sendo: Os empreendedores estão focados em fazer um negócio lucrativo. É essa segurança que os investidores sérios estão buscando, na minha opinião, claro.

Por isso, faturamento não é tudo. Tanto que não existe fórmula mágica. Tem alguns padrões, sim. Mas tem muito ponto fora da curva também. Por isso, não tem como cristalizar o “como conseguir investimento”, por exemplo. Pelo contrário, todos os dias conhecemos uma nova história de luta e que, por um caminho que sequer desconfiávamos, o empreendedor conseguiu vencer.

Quando eu escrevi “Como conseguir investimento para sua startup”, por exemplo, tratei de desmistificar aquele empreendedor que, com tanto esforço, não consegue levantar um investimento e, por fim, sua saída acaba sendo rodar em 2 ou 3 programas de aceleração. Que mal tem? Nenhum. É apenas um caminho que esses empreendedores encontraram. Ainda sim, tá cheio de troll criticando o suor alheio. Paciência.

Uma parcela grande das críticas vem desse universo. Dos “trolls de startups”. Por isso, muitas críticas que, em sua essência são razoáveis, se maculam, pois vem sobre os ombros dos que dizem fazer, mas não fazem nada senão criticar, criticar e criticar. Ou seja, tem um universo de pessoas que, se a pessoa faz sucesso, critica. Se ela falha, criticam. Se ela não alcança o maior sucesso do mundo, a pessoa também não serve e é criticada. Ou seja, nada tá bom e tudo terá alguma coisa para ser criticada. Falando nisso, a revista Times publicou semana passada um artigo exatamente sobre como esse tipo de pessoa está destruindo a Internet. E, nesse caso, concordo com eles.

Nós que estamos na estrada, assim como tantos outros, sabemos o quanto é difícil. E, nós empreendedores, se quisermos sobreviver, somos obrigados a fazer como o Marco Gomes disse em um dos seus vídeos do 140MBA: Comer merda.

E olha, depois das primeiras colheradas, parece que as escamas dos olhos caem e, de repente, começamos a identificar quem está na mesma labuta, suor, afinco. É tipo comer curry ou alho seguidamente. Passamos a sentir o cheiro de longe. Assim, ganhamos a capacidade de enxergar nossos pares. Ou seja, aqueles que verdadeiramente estão lutando, se ombreando e buscando fazer as coisas com trabalho duro e honestidade, mesmo com o alto risco de não conseguir fazer seu negócio virar.

Desculpe a resposta grande. Apenas quis trazer para mesa mais este olhar, concordando com suas colocações.

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