21

Apesar desse texto estar sobre a influência da madrugada, pequena quantidade de álcool, alguns tragos de erva e, além disso tudo, ser pessoal, me acompanha por um momento.

Hoje, 19 de outubro, completo meu 21° ano de vida. (Quando eu escrevi esse texto ainda era dia 19 hehe)

Deitada. De um lado um homem. Do outro lado, uma cachorrinha filhote. Dentro de mim, uma sensação sem nome.

Uma mistura de vazio e conforto. Sem saber quem eu sou, mas sabendo o que eu não quero.

Sou sol e lua. Sou Vênus e sou Marte. Sou meu próprio paradoxo. Início e fim de mim mesma. E aos vinte e um anos, contemplo o que eu sou.

Sou filha, sou irmã mais nova, sou irmã gêmea, sou namorada, sou amiga, sou estudante, sou leitora, sou poesia, sou feminista, sou forte, sou livre, sou linda sou… sou… sou o que eu quero.

Mas também sou o que não quero.

Sou ansiedade, sou tricotilomania, sou depressão, sou transtorno, sou vítima, sou fraca, sou triste, sou instável, sou angústia, sou… sou… sou tudo isso.

Mas, veja só, eu ainda sou. Eu ainda vivo. Eu ainda existo. Eu ainda estou aqui. Eu sou minha vigésima primeira primavera 🌸.

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