Teu fim.

Mais de trinta graus lá fora e ele disse “fuma um cigarro comigo”. Eu parei, pensei. Eu parei, cê sabe. Mas insistiu, jogou um olhar de “por favor, eu preciso”. Acompanhei, recusei, ouvi. As mesmas lamentações de um ano atrás, as mesmas decisões erradas de um julho passado.

Eu já desisti de te dar conselhos porque eu te digo “é melhor não”, mas você vai lá e diz “é melhor assim”. Eu já desisti de te pedir conselhos porque tua opinião é tão merda quanto como você me trata.

Me quis, me usou, me beijou, me xingou, voltou atrás, se desculpou… Se desculpou tão poucas vezes pelo tanto de vezes que me magoou, mas nunca agiu como quem queria pedir essas tão poucas desculpas. Me fazia se sentir culpada quando a culpa nem era minha. Me fez acreditar que era o tipo de relação que eu queria. Me faz entender porque minha indiferença só cresce por você.

Foram três tipos de relacionamentos. No primeiro eu te disse “você me machuca”. No segundo eu te pedi “me ajuda”. No terceiro você disse “se afasta”. Fui sincera, você choramingou. Fui direta, você não me notou. Fui amiga, você me desprezou.

É, parece que dessa vez acabou.