E por que não ser referência em nada?

Já ouvi muito e digo sempre: a ignorância é uma bênção. Uma benção dos deuses, do olimpo, da matrix, seja lá de onde for. Não saber te dá liberdade de ir pra onde o vento leva, não te deixa ser cobrado por algo específico. Chega a ser engraçado.

Espinhoso é você tomar a frente de algumas coisas, se tornar ponto de ligação para o processo, ser alguém sempre lembrado quando as coisas não dão tão certo. Afinal a culpa é sua por ter se apontado ou se deixar apontar como liderança naquele projeto ou área de conhecimento. O responsável não é o carinha da ponta, é o carinha do meio, que nesse caso é você.

Outra coisa, muito simples até, é quando você diz conhecer algo e mostra aos outros que sabe realmente algo sobre aquilo. São dois os sentimentos quando você é apontado como referência sobre aquilo: orgulho e um peso tremendo sobre os ombros. Você não pode mais desapontar ninguém, você que disse que sabia. A tal síndrome do impostor bateu na sua porta agora?

Só há dois jeitos, só há duas pílulas e um dos caminhos é sem volta. Se não quiser ser cobrado, por si e pelos outros, seja ignorante. Caso contrário, meu amigo, é correr atrás do prejuizo e na frente dos outros para poder conhecer o que precisa e pegar os jobs que pagam as contas.

Fui abstrato demais?