Sobre o Bom, Rápido e Barato

Hoje eu respondi uma pergunta em um dos grupos de Whatsapp que participo e era sobre o título deste texto, ela dizia algo tipo “Alguém ai conhece quem faça um (web)site rápido e barato? rsrsr”. Viu os risos?

Sim, os risos. O riso se deu porque quem o fez, sabe o quanto essa pergunta é incômoda. É incômoda para todo mundo: para quem faz, para quem lê/ouve e para quem é indicado ou se propõe a escutar sobre o escopo do projeto. Sempre é “simples” ou “rapidinho”.

Deixei de fazer websites porque deixei de ver o valor da ferramenta em tempos de redes sociais bombando, elas são melhores na exposição diária de uma marca. Criei o Mr Lucky para ser uma ferramenta de publicidade de marcas e produtos para surfar nessa onda também, mas esse texto não é sobre Mr Lucky.

O problema as redes sociais é que você tem que pagar para alguém que faça as postagens (o envio), para alguém que as torne eficientes (escreva, revise, obtenha o feedback e meça), para a rede social (caso você queira que ela seja enviada para um público específico) e essas coisas. É barato e rápido? “Sem custos” só sai se os profissionais envolvidos já estejam debaixo de um guarda chuva de custos operacionais de alguma organização já em funcionamento.

Um website era um bom negócio para um programador quando todas essas variáveis não estavam tão claras, quando tudo era feito na mão e ferramentas como Wordpress, Wix e outras assim não existiam ou não eram populares. Hoje em dia você pode ter “seu site em minutos” e isso é realmente uma verdade. Nessa remota época onde CMSs não eram populares, o site poderia ser uma ferramenta de publicidade da organização e também um canal de interação com o cliente via “Fale conosco”, mas hoje em dia não é bem assim.

Fugindo do fale conosco, o website pode ser um canal de serviços para o cliente, mas para isso ele deve estar integrado a alguma aplicação interna da organização e, claramente, ter um outro valor. Vale muito a pena um programador se envolver nesse tipo de projeto!

Um website, na minha visão atual, é uma espécie de portfólio da empresa, onde ela expõe de maneira estática textos sobre os seus produtos ou serviços ou, quando muito, um local para fazer o seu marketing de conteúdo. Mas marketing de conteúdo pode ser feito no Medium, não é?

Website não é só design gráfico, não é só programação, não é só um lugar na rede, é muito mais que isso e muito menos também. Ter um website, ou uma plataforma de comunicação na web, depende de muito mais: mais gente, mais competências e… mais dinheiro. Afinal de contas, os profissionais envolvidos também comem, tem famílias e pagam contas.

Para finalizar o meu textão, quero enumerar também:
- Profissionais bons levam tempo para se tornar bons e isso não é barato;
- Profissionais que ainda não são bons não vão conseguir fazer o melhor para você, mas podem caber no seu orçamento;
- Profissionais não vão aderir à sua causa pelo amor à ela (seja ela política, empresarial, ambiental) se não estiverem em paz financeira. Mas para chegar à paz financeira leva tempo e, claro, dinheiro;
- Uma ferramenta que tenha todos os componentes para o sucesso da sua causa precisam de profissionais bons, tempo e dinheiro.

Nós, do PHP-Maranhão, estamos organizando eventos sobre essas temáticas para empresários e desenvolvedores para que acabemos com essa gerra existente no ecossistema maranhense.

Já ouviu falar de algo assim? Quer conversar a respeito?

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