Rascunho — Roteiro — Edição

Nesse mundo de ilusões onde passamos nossos dias
Não posso ser quem eu sou!
Minha vida se confunde meio a cenas vazias
De ódio e de amor
Onde se convence o povo a comprar o que não precisa {cena celular}
Meu Deus, onde é que eu estou?
Se você passar lá em casa por favor, meu bem, avisa
Quero esconder o meu mundo

Me fale sobre você, me mostre quem você é por trás de todas as marcas que você carrega como um outdoor, diz quem era o seu herói quando criança. Como você fazia amigos quando não procurava pessoas da sua tribo?

{arrumar um corte da musica} >> {cena menina no corredor}

Trancado no banheiro, já com os olhos vermelhos
Tento esconder minha dor
Meu bem, o que eu queria era estar na Bahia
Com você não existe um final
Sem luz, sem energia, sem carro, sem correria
Colhendo frutas no meu quintal

Qual a sua essência? O que você deixa escondido para que não seja julgado? Quantas vezes você teve de polir sua personalidade para fazer parte de um grupo?

Procurando encontrar uma direção nesse mundo de ilusão.
Só espero que não caminhe rente à multidão
Surda e muda é sem visão, fingem não prestar atenção

Quanto estão amordaçados pela manipulação
E por mais que eu tente é sempre
Diferente o que a alma sente o que a mente entende
Pouco a gente entende, pouca gente entende

O que é relevante… ultimamente tão distante
Mais descrente do que antes fez-se o povo ignorante
Nesse instante pessoas brilhantes crescem nas favelas
Em um instante ideias brilhantes morrem atrás de telas
Nas novelas em um anúncio de Tv
Monitores que amenizam dores, falsos amenizadores

{cena do CC rapaz perdido andando na frente da câmera distante}

Procuro me dar mais um tempo, pensar no futuro
Esfriar minha cabeça, respirar fundo, quem sabe
Além do mundo, eu mesmo me iludo, finjo que esqueço de tudo
No momento eu só penso em fazer um som pra viver
Fecho os olhos pra não ver, permito não perceber

A frieza urbana, fraqueza humana, modo que voa a semana
Tempo que engana cidade, que esgana sistema
Que explana sua forma tirana enquanto
Se eu me desligasse até podia enxergar nós na Bahia, eu e você
Sendo abençoados por um novo dia

Parece até ironia hoje ser só nostalgia
Que preenche um espaço no meu peito em lacunas vazias
Dias de agonia, distância judia
A mente cria na melancolia mil filosofias, me alivia
Mesmo que por pouco tempo a dor beneficia
Hoje o sofrimento virou poesia

Posso sofrer, posso chorar e até cair
Mas essa noite, amor, eu vou morrer de rir
Quero viver, fazer um som, me distrair
Mas certos dias eu me encontro assim
Pois sem amor vejo que estou… assim

Você é singular? ou só mais um na multidão?