Só não era recíproco

Quanto é apenas idealização?

Imaginava os finais de livros, filmes e novelas. Acertava sim, poucos mas acertava. Tinha uma mente extremamente imaginativa. Tanto que via gnomos em árvores, fadas em flores, elfos brincando com a brisa e magia em cada olhar.

Via o mundo com uma indecência infantil, acreditava que todos podiam ser bons, via o melhor em cada um deles e quando não o via acreditava ser uma péssima pessoa por não enxergar o bem no outro.

Permitia amar, e como permitia-se. Mas sempre esquecia-se que como flor o amor tem lá seus espinhos, e por ignora-los acabava quase, se não sempre, ferindo-se.

Enxergava amor onde não era recíproco. Quem sabe seu mal fosse mesmo imaginar demais, e no final não saber identificar que o seu lado bom não era correspondido.