Você vê, mas não observa.

Quem me conhece sabe o quanto eu adoro o Sherlock Holmes, então iniciar qualquer coisa usando uma referência dos livros, filmes ou séries é bastante comum mas também significativo.

Estamos num momento de sentimentos, e ações tão aceleradas que deixamos de notar as pequenas coisas, deixamos de observar os detalhes.

Não prestamos mais a atenção nas coisas, nas pessoas, estamos constantemente indiferente ao que os outros sentem, talvez apenas presos a superficialidade do que eles parecem ser.

Tratando todos como objetos, ou apenas como um grupo acabamos limitando cada vez mais as características que nos tornam únicos.

Essa foto, esse gancho era o que estava faltando para continuar esse texto.

Ache seu rotulo” existe algum conselho mais clichê que esse?

Estamos frequentemente tentando parecer algo, ser alguém, tentando nos encaixar em definições que nos limita:

1- Posso ser bonita mas não inteligente;
2- Posso ser inteligente mas não popular;
3- Posso ser popular mas não depressivo…

São diversos os rótulos e todos eles nos limitam de alguma forma, mas seguimos tentando nos classificar como comida em um cardápio. Por trás desses rótulos a tanta coisa mais, somos tão incríveis e por que limitar-se a um padrão?

Já reparou que quando a gente define algo, a limita? Não tem como você definir alguma característica a alguém, estamos frequentemente mudando, já ouviu dizer que nenhum floco de neve é igual? Você já viu a beleza em cada um? Então, porque devemos nos limitar a ser iguais a outras pessoas? Por que nos limitamos a pertencer a apenas um grupo?

Somos tão diferentes, se permita observar melhor as pessoas, ver mais adiante dos rótulos e também a ser alguém além das definições.