Rock in Rio 2017: declínio do rock e ascensão do pop

Desde o ano de 2011, por meados do mês de setembro, nos anos, partes do mercado, o Brasil tem voltado seus holofotes novamente para o maior festival musical do mundo que retornou a solo carioca, o Rock, Pop, Eletronic, Axé, Funk , Samba, Rap Hip Hop no Rio. Apesar de ter retornado à sua terra natal, o festival de Roberto Medina despertou o interesse natural de quem aprecia boa música, mas também trouxe consigo certas críticas especialmente por parte dos amantes do gênero que nomeia o evento.

Em apenas um nome, duas ironias. O "Rock" no "Rio", satirizado por muitos como "Pop in Rio", também não é um evento exclusivo da cidade que o nome, uma vez que já teve como palco como cidades de Madri (Espanha), Lisboa (Portugal ) e Las Vegas (Estados Unidos). Além do mais, dizia-se que a edição de 2017 poderia ter sido a última no Brasil, entretanto, o evento já está confirmado para a realização de mais em um momento em 2019.

O evento, que já está em sua 14ª edição, de fato conta com uma grande variedade de artistas em seus diversos palcos. Em sua mais recente edição, o que é o melhor do mundo e o seu mundo são seus dois principais e é justamente por conta dos dois palcos que muitas pessoas com o qual é o nome do festival nos últimos anos e em 2017 não foi diferente.

O gênero que dá o nome ao evento teve representantes de peso em ambos os palcos, não como negar, mas o pop também teve forte presença como principal, a gravidez dos primeiros dias de Rock In Rio. Maroon 5 em duas oportunidades (em uma delas substituição Lady Gaga) e Justin Timberlake em novidades apresentadas nas noites dos dias 15, 16 e 17, contando com artistas como Ivete Sangalo, Fergie e Alicia Keys aquecendo o público com suas shows horas antes.

Não há como negar que se tratam de artistas fantásticos e de grande sucesso, mas há de se questionar o porquê artistas do gênero maior do festival que estão em evidência com novos trabalhos não foram chamados. A página Foo Fighters Brasil, por exemplo, fez uma campanha online que até novembro de 2016 foi acumulado mais de 100 mil assinaturas de fãs da banda para trainer Dave Grohl e companhia ao festival, porém, sem sucesso. Outro exemplo é uma própria banda Metallica, figurinha carimbada em diversas edições do evento, que segundo Roberto Medina foi descartado por sua equipe por ter se em 2011, 2013 e 2015.

Não demorou muito para que reclamações surgissem, pois não é apenas uma banda de representante do metal para cortado, como o dia que homenageia o estilo também. Em entrevista ao Estadão, Medina disse que a ausência do Dia do Metal se desenvolve de representantes de peso sem gênero, sendo como bandas Metallica, Iron Maiden e AC / DC como únicas capazes de fazer valer o dia. O Rock of Rio e não é como se bandas como Korn, System of a Down, Slipknot, entre outras não representam um grande número, mas é fácil de entender O real motivo do corte : o público mais baixo na edição anterior e lucro.

Em seu nascimento, no ano de 1985, o Rock in Rio surgiu como um festival musical em meio ao auge do rock no mundo. Bandas como Scorpions, Whitesnake, Queen, AC / DC, Iron Maiden, que se encontravam em ascensão, colocavam o estilo em evidência e movimentavam multidões por onde passavam, o que atraiu chamou a atenção de muitos empresários, incluindo Roberto Medina, que enxergou uma Possibilidade de criar o Rock in Rio. Apesar do festival ser de música em geral e de sempre com mais gêneros além do rock, este foi seu expoente de maior destaque ao longo dos anos 80 e 90 pelo fato de estar em evidência e movimentar grandes quantias em dinheiro.

Ao longo das últimas décadas, com o declínio do rock e a ascensão da música pop, o festival notoriamente mudou seu foco. Obviamente, os representantes do rock não deixaram e nunca deixaram o festival definitivamente, pois o público fiel ainda frequenta o evento por um dia, seus anos de idade 70, 80 e 90. Entretanto, não é o que você quer. estilo tem sido reduzido do line up principal do evento, visto até mesmo na comemoração de 30 anos do festival, Katy Perry foi incumbida da missão de encerrar o festival.

Uma música pop de fato possui expoentes de sucesso e também sua qualidade em diferentes artistas. A crítica não é ao estilo, mas sim ao evento em seu nome "rock", mas está evidenciando cada vez mais o "pop" em troca do lucro. O rock tem um público fiel e tem potencial para movimentar pessoas e dinheiro, mas não tanto como uma indústria do pop na atualidade. Não é uma questão de prejuízo ao festival, mas de fornecer menos lucro. Por consequência, o roteiro acaba de ser um dos poucos para o segundo plano, recebendo cada vez menos incentivo e destaque, limitando o seu alcance a novos públicos e levando o estilo a um declínio cada vez maior.

Acadêmico: Lucas Lemes Gavião | Jornalismo 4º Semestre Jornalismo Sociesc

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.