Nadezhda Krupskaya na construção da pedagogia socialista

Por Luiz Carlos de Freitas, em prefácio de A construção da pedagogia socialista

Nadezhda Krupskaya em atividade de construção da pedagogia socialista durante os primeiros anos da revolução russa.

A Editora Expressão Popular coloca à disposição do pú­blico mais um livro escrito pelos formuladores e construtores da Pedagogia Socialista no interior da Revolução Russa. Nesta obra, apresentamos um conjunto de textos de Nadezhda Kons­tantinovna Krupskaya. Krupskaya nasceu em Petersburgo, Rússia, no dia 26 de fevereiro de 1869 e faleceu em Moscou, no dia 27 de fevereiro de 1939, logo depois de comemorar seu aniversário de 70 anos.

Selecionamos 24 textos que dão uma visão de algumas das temáticas nas quais Krupskaya se envolveu. Sua obra é muito mais extensa. Privilegiamos aqui um determinado conjunto de textos ligados a aspectos centrais da Educação — principal foco de atuação de Krupskaya. Chegamos a estes textos a partir de consultas a edições russas sobre a produção da autora (1) e a partir de uma seleção de seus textos publicada2 por ocasião da comemoração dos 120 anos de seu nascimento na Rússia.

Sheila Fitzpatrick, pesquisadora australiana que estudou o Narkompros — abreviatura da denominação do Ministério da Educação russo cujo nome era Comissariado do Povo para a Educação — afirma que A. Lunacharsky, o Comissário do Povo entre 1917 e 1929, considerava Krupskaya a “alma do Narkompros” (1970) (3). Para Fitzpatrick, Krupskaya estava profundamente envolvida com a formulação da política educacional do Narkompros. Ela não gostava de trabalho administrativo e não tinha prazer em ocupar altos cargos (p. XII).

Krupskaya escrevia de forma simples e direta, visando ser entendida pelo conjunto dos trabalhadores e especialmente pelos educadores. Seus textos, carregados de conceitos, refletem a época de ouro da Revolução Russa (1917–1929). Juntamente com A. Lunacharsky, ela foi uma das grandes responsáveis pelas orientações da política educacional do então Comissariado do Povo para a Educação — Narkompros.

Quando este órgão foi constituído, sob a direção do Co­missário Lunacharsky, ela foi apontada como sua primeira vice-comissária, mas como não lhe agradava ocupar cargos, logo no primeiro semestre de 1918, solicitou sua saída do posto, ainda que tenha permanecido envolvida com a política edu­cacional do Narkompros até 1933. A partir de 1921, liderou a Seção Pedagógica da Comissão Científica Estatal, responsável, entre outros aspectos, pela criação dos currículos e programas escolares e fundou a importante revista Na Putiakh k Novoi Shkole (A caminho de uma nova escola), que editou até sair do Narkompros (cf. Holmes, 1991, p. 5).

Para os pioneiros da educação russa, segundo Holmes (4 )(1991, p. 6) a escola deveria ser um “modelo da futura sociedade sem classes”. Sobre este entendimento, o leitor pode ler o texto sobre a “Auto-organização escolar e a organização do trabalho”, no qual Krupskaya escreve:

“Nós podemos dizer com toda certeza que a nova geração pre­cisará de hábitos de organização em maior medida do que nós. E nós devemos, em relação a isso, apresentar-se para ajudá-la. Claro, a própria vida vai ensinar a organização para a juventude, mas é necessário que também a escola faça tudo que puder em relação a isso. A questão da organização de toda a vida escolar — organização das tarefas, do trabalho, do descanso das crianças — deve estar agora no centro das atenções do pedagogo.

Para os pedagogos deste período, a escola deveria estar envolvida na criação da nova vida social, cujas possibilidades estavam sendo abertas pela revolução; portanto, deveria se en­volver profundamente na formação de um novo ser humano(5) imersa na vida social.

Esta abordagem não deve ser confundida, porém, com uma visão iluminista e idealista de uma escola “esclarecedora” que aos poucos conduziria, por si, a uma mudança da sociedade: deve-se considerar que neste momento já havia ocorrido uma revolução social, que o poder estava agora com a classe traba­lhadora em uma fase de transição para o socialismo. Educar as novas gerações com outros princípios e práticas era imperativo, e uma nova escola deveria ser organizada para lançar-se nesta tarefa de forma imediata, inadiável. (6)

Para uma visão alargada da tarefa a que se propuseram os educadores, incluímos alguns textos que mostram a concepção mais ampla e orientadora da educação russa nesse período, como: “Sobre a questão da escola socialista”; “A questão da edu­cação comunista”; “Sobre a questão da educação comunista da juventude”; “A ideologia proletária e a cultura proletária”; “Por uma educação internacionalista”; “Lenin e a moral comunista”.

Krupskaya conheceu Lenin em 1894 e passou a participar de ações da “união de luta pela emancipação da classe traba­lhadora”, organização por ele liderada. Foi presa por duas vezes em 1896 e desterrada em 1897. Krupskaya casou-se com Lenin em 1898, no período de exílio de ambos na Sibéria, e manteve com ele uma parceria frutífera, até sua morte em 1924. Sobre Lenin, Krupskaya escreveu abundantemente. Foram incluídos aqui os textos: “Lenin: sobre a educação e o professor público”; “Dias de Lenin”; “O papel de Lenin na luta pela escola poli­técnica”; “Lenin como propagandista e agitador” e “Lenin e a moral comunista”.

O leitor ainda encontrará dois textos que privilegiam a busca das contribuições de Marx para a educação: “Marx e a educação comunista da juventude” e “Os ensinamentos de Marx para o educador soviético — guia para a ação”.

Da época pré-revolucionária preservamos o texto “A mulher e a educação das crianças”, sobre a condição da mulher na socie­dade russa(7), e a parte final do livro clássico: “Educação Pública e Democracia”, publicado pela primeira vez em 1915, em que analisa (com a colaboração de Lenin) as mudanças pedagógicas na Inglaterra e na Europa chamadas de “escolas novas”, destacando as características de uma educação progressista que serviriam de base para pensar a educação russa pós-revolucionária: a conversão da escola do ensino para uma escola do trabalho.

Sheila Fitzpatrick, no livro citado, apresenta uma visão dos primeiros cinco anos (1917–1921) do Comissariado do Povo para a Educação (Narkompros), sob direção de A. Lunacharsky e fortemente influenciado por N. K. Krupskaya.

O estudo baseia-se em documentos deste período e mostra como a concepção ampla e tolerante de Lunacharsky, criticada por setores do Partido Comunista, mas apoiada por Krupskaya, agiu para fortalecer a ideia de que o papel da revolução era fazer da cultura e das escolas um local de desenvolvimento de uma nova concepção de sociedade, e não um local meramente de controle e de preparação profissional.

Esta orientação pode ser percebida em quatro documentos clássicos da revolução russa, que incluímos em anexo: a “Pro­clamação do Comissário do Povo para a Educação” escrita nos primeiros dias da revolução; a “Deliberação do Comitê Central sobre a Escola Única do Trabalho”; “Declaração sobre a Escola Única do Trabalho” e a carta metodológica: Primeira carta: sobre o ensino por complexos, que revelam a política educacional proposta pelos pioneiros da educação russa no ano de 1918; a orientação predominante — pelo menos do ponto de vista da política — para a educação nesta fase inicial da revolução que vai até 1930.

O livro de Fitzpatrick (1970) permite exemplificar alguns dos bastidores das decisões ligadas à área educacional que mo­bilizaram várias orientações presentes nos primeiros momentos da revolução.

A própria publicação de dois documentos sobre a política educacional, acima mencionados, um na forma de Declaração e outro de Deliberação, já evidencia as tensões. A Declaração foi uma elaboração geral de princípios, de teoria pedagógica que tem o tom e o estilo de Lunacharsky com forte influência de conteúdo de Krupskaya, como podemos observar pelos textos desta coletânea. E a Deliberação é um documento de medidas concretas, apresentado por outro membro do Narkompros (Pozner), que em sua redação final, traduziu os primeiros acor­dos entre os diferentes grupos (divergentes, mas não opositores) que compuseram o comando da educação russa nesse primeiro período. Eles foram publicados conjuntamente no início do ano escolar de 1918.

De especial importância também para os nossos dias foi o confronto entre a posição de antecipar a profissionaliza­ção, defendida pelos “sindicalistas” (e por Petrogrado), e a visão politécnica, defendida pelo Narkompros (apoiada por Krupskaya).

Essa foi uma das polêmicas que envolveu o Narkompros, o Partido Comunista e representantes sindicais poderosamente organizados, entre outros. Os “sindicalistas” e alguns setores do Partido queriam que a escola secundária (13 a 17 anos) fosse inteiramente profissionalizante. Para tal, alegavam a situação econômica da Rússia, demandante de quadros técnicos para o desenvolvimento industrial.

O Narkompros defendia uma educação politécnica que não fosse voltada para a especialização precoce, mas para a preparação multilateral da juventude e seu envolvimento no tra­balho com finalidades pedagógicas, para desenvolver princípios científicos mais gerais da organização do trabalho, tendo como base os ramos da produção nacional. A especialização deveria ocorrer após os 17 anos (8).

A questão acaba sendo levada em fins de 1920 para uma polêmica reunião do Partido, na qual a profissionalização passa a ser aceita aos 15 anos e não mais aos 17, sendo os dois últimos anos da escola secundária dedicados a ela.

Como aponta Fitzpatrick (1970), a decisão desagradou a todos, pois os sindicalistas queriam que a profissionalização começasse antes, e os defensores da politecnia não gostaram do que eles chamaram de “retrocesso” na educação, com a retomadada ideia de profissionalização ainda no ensino secundário.

Da oposição a Lunacharsky (e, portanto, a Krupskaya) fa­ziam parte a região de Petrogrado, historicamente divergente de Moscou, e o Narkompros da Ucrânia(9) — ambos defensores da especialização profissional(10) — onde, segundo Krupskaya, a ideia de escola politécnica havia sido completamente deturpada.(11)

Nesta mesma reunião do Partido em que se decidiu por an­tecipar a formação profissional para 15 anos, e à qual Krupskayanão pôde comparecer, formou-se uma comissão mista para continuar a debater a questão, pois a posição do Partido a favor da especialização aos 15 anos era apenas preliminar.

O Narkompros foi representado na reunião por Lunacharskyque fez a defesa da politecnização, contra a profissionaliza­ção precoce. O texto “O papel de Lenin na luta pela escola politécnica”,(12) mostra esse momento e nele Krupskaya retoma as teses que teria levado à reunião, à qual não compareceu por estar doente, e indica também a posição de Lenin, que influen­ciaria a decisão final. Diz Krupskaya:

“Lenin insistiu na organização de uma reunião partidária. Nessa reunião, foi proposto meu relatório sobre politecnização. As teses preliminares deste eu as mostrei a Ilitch. Ilitch anotou as suas observações nelas e sobrescreveu: ‘(Privado. Esboço. Não divulgar. Eu vou pensar sobre isso mais uma vez ou duas.)’. Essas teses são tornadas públicas apenas por minha iniciativa. Muito tempo se passou desde aquela época e a questão da escola politécnica é colocada pela vida muito agudamente. Pareceu-me que não era necessário divulgar naquele momento, mas é necessário informar agora.13 Estamos estudando agora todos os esboços escritos por Ilitch. Meus resumos não foram usados naquela hora. Eu adoeci e não apresentei o informe na reunião partidária”.

Coube a Lenin encerrar a disputa. Fitzpatrick resume da seguinte forma o desfecho da questão na reunião:

“Desta forma, Lenin habilmente virou o jogo sobre os sindicalis­tas, usando sua influência para inverter o viés técnico da reunião do partido em nome do Comitê Central. Ele conseguiu isso ape­sar do fato de que um grupo considerável no Comitê Central era simpático aos técnicos [defensores da profissionalização precoce] e crítico ao Narkompros e suas políticas educacionais. (p. 199)”

Os textos que estão incluídos na presente edição — “Sobre o politecnismo” e “O papel de Lenin na luta pela escola poli­técnica” — dão uma ideia geral da posição de Krupskaya (e do Narkompros, bem como de Lenin) nesta importante questão da antecipação da profissionalização — sempre atual. O que prevaleceu foi uma solução negociada que “provisoriamente” antecipou a profissionalização para os 15 anos, em caráter cla­ramente excepcional. Krupskaya escreve:

“No artigo ‘Sobre o trabalho do Comissariado da Educação Pública’, que foi escrito em relação às decisões da reunião parti­dária, Lenin escreveu: ‘Se nós somos obrigados a baixar tempo­rariamente a idade (da transição da educação politécnica geral ao ensino politécnico profissional) de 17 para 15 anos, então o partido deve considerar esta redução do padrão de idade ‘ex­cepcionalmente’ (…) como uma necessidade prática, como uma medida temporária, provocada pela ‘pobreza e ruína do país’.

Toda a política educacional deste período teve enorme dificuldade para chegar à prática das escolas. Pesaram as condições materiais de funcionamento das escolas, a falta de orientações claras sobre como as escolas e os professores deve­riam proceder, bem como a resistência e falta de preparação do magistério para implementar as novas exigências curriculares (Holmes, 1991, p. 142). Uma nova escola necessitava de um novo professor, algo que precisaria ainda ser organizado.

Para ajudar a criar os novos procedimentos, o Narkompros valorizou o desenvolvimento de “escolas-comunas” como local de experimentação e demonstração de como tais princípios poderiam ganhar materialidade na prática da escola. Sob os auspícios do Narkompros central, estabeleceu-se entre outras a escola-comuna Lepeshinski, ou escola-comuna do Narkompros, conduzida por M. M. Pistrak.(14) Tais comunas funcionaram como unidades experimentais-demonstrativas procurando resolver os desafios organizativos e metodológicos relativos à escola do trabalho.

As ideias dos pioneiros da educação na revolução russa não foram, portanto, isentas de grandes polêmicas e dificuldades de implantação. Krupskaya jogou papel fundamental nesse processo.

Não poderíamos deixar de destacar os textos que marcaram seus esforços para modificar a organização do trabalho peda­gógico das escolas, envolvendo a temática dos complexos de estudo, da auto-organização escolar e do trabalho socialmente necessário como parte integrante da formação dos estudantes.

Estes tópicos foram centrais na política educacional do período e representaram uma inovação curricular e metodoló­gica de grande importância — ainda que de igual dificuldade de implementação nas condições de funcionamento da União Soviética e de baixa qualificação do magistério.(15)

Os textos “As tarefas da escola de primeiro grau”; “Auto­-organização escolar e organização do trabalho”; “Sobre os complexos” e “Sobre a questão do trabalho socialmente neces­sário da escola” são os que especialmente apresentam a visão pedagógica da autora.

Mas as dificuldades das escolas, o ambiente político e a pressão por técnicos advinda da rápida industrialização russa acabaram por decretar o fim deste primeiro período da educação soviética que vai de 1917 a 1930. O ano de 1931 é marcado por uma reforma educacional que altera substancialmente a maneira de se pensar a educação.

A proposta dos pioneiros começa a ser substituída com a saída de Lunacharsky do Narkompros em 1929. Como relata Holmes (1991, p. 123), a defesa da introdução do “método de projetos” (16) nas escolas estava mais restrita a V. N. Shulgin,(17) pois a proposta desenvolvida pela Seção Pedagógica dirigida por Krupskaya baseava-se nos complexos de estudo. Mas agora, sob o impacto da revolução cultural de Stalin, os novos ocupantes do Narkompros incluíam no currículo escolar de 1929 ativi­dades que começavam a colocar os estudantes e professores em campanhas consideradas relevantes para a revolução cultural, a coletivização e a industrialização, fazendo com que o método de projetos ganhasse força na forma de pensar as relações entre escola e vida.

Shulgin era entusiasta da articulação da escola com a vida através do trabalho socialmente necessário. Levava ao extremo a afirmação de que a escola do trabalho “nasce da grande in­dústria”, como demonstra sua polêmica com M. M. Pistrak.(18) O conceito em si era apoiado também pela velha guarda que o acolhia dentro da noção dos complexos de estudo e o articulava com o papel educativo da escola. O método de projetos em si, até agora, havia recebido atenção apenas marginal. Mas, agora, sob o impacto da revolução cultural de Stalin ele estava sendo imposto generalizadamente às escolas de forma a servir para in­duzir tais campanhas. Krupskaya protestou claramente dizendo que os programas de 1929 sofriam de grande chauvinismo, eram criminosamente negligentes de perspectiva histórica e não pres­tavam atenção suficiente à leitura e à escrita (Holmes, p. 124).

Um grupo mais radical sob o comando do novo Comissário do Povo, A. S. Bubnov, com “limitada experiência no campo da educação”, assume o Narkompros (Holmes, p. 119).

Ainda segundo o mesmo autor, tem lugar no Narkompros um grande expurgo com demissões em massa, e mesmo contra a opinião da velha guarda (Krupskaya inclusive), o “método de projetos” é assumido como referência entre 1929 e 1930. Mas a tentativa de radicalizar as exigências sobre as escolas não produz mudança no quadro da educação russa, e, em 1931, o Comitê Central do Partido Comunista assume a política educacional.

Em 1929 e 1930, Krupskaya atuou criticamente mostran­do os problemas que as modificações pretendidas pelos novos ocupantes do Narkompros trariam para a política educacional, embora sem ser ouvida.

N. K. Krupskaya, A. V. Lunacharsky e P. N. Lepeshinsky, secundados por M. M. Pistrak e V. N. Shulgin, entre outros, deram a tônica das concepções e práticas esperadas para as mu­danças educacionais deste período. Embora com diferenças de ênfases, esse grupo compartilhava a ideia de que a educação era fundamental na construção de uma nova sociedade sem classes, propondo, nas palavras de Krupskaya, que o magistério criasse, pela sua prática, uma nova escola destinada a formar lutadores e construtores deste futuro aberto pela revolução russa.

A Pedagogia Socialista saiu fortalecida com a contribuição desses valorosos lutadores que deixaram um legado de ensina­mentos teóricos e práticos fundamentais para o avanço da luta mundial dos trabalhadores.

*Luiz Carlos de Freitas, Professor da Faculdade de Educação da Unicamp

Campinas, janeiro de 2017

Notas

1- Academia de Ciências Pedagógicas da RSFSR. Obras Pedagógicas de N. K. Krupskaya. Moscou, 1957–1963 (dez volumes); Academia de Ciências Pedagógicas SSSR. Obra Pedagógica de N. K. Krupskaya (seis volumes). Moscou: Izd. Pedagogika, 1978.

2- Instituto de Marxismo-Leninismo. N. K. Krupskaya: obras escolhidas. Moscou: Politizdat, 1988.

3- Fitzpatrick, S. The Commissariat of Enlightenment: Soviet Organization of Education and the Arts under Lunacharsky. Cambridge: University Press, 1970.

4- Holmes, L. E. The Kremlin and the schoolhouse: reforming education in Soviet Russia 1917–1931. Bloomington: Indiana University Press, 1991.

5- Ver também neste livro: “As tarefas da escola de primeiro grau”.

6- Ver, nos anexos deste livro, a proposta da Escola Única do Trabalho.

7- Ver também, da fase pós-revolucionária: “As operárias e camponesas nos Conselhos”.

8- Ver neste livro o texto “Materiais para a revisão do programa do Partido”.

9- Na época uma das repúblicas socialistas soviéticas.

10- Como se pode ver no primeiro dos anexos ao final deste livro, um dos princípios da política educacional soviética era a descentralização e autonomia dos órgãos locais da educação, o que permitia tais divergências.

11- Ver neste livro, p. 149–154.

12- Ver neste livro, p. 173–180.

13- Ela está escrevendo isso em 1932, portanto depois da reforma educacional russa de 1931.

14- Sobre isso ver Pistrak, M. M. A Escola Comuna. São Paulo: Expressão Popular, 2009. Existiram muitas outras experiências na forma de “comuna escolar” nesse período.

15- Sobre tais desafios, ver anexo nesta publicação: “Carta Metodológica. Primeira Carta: Sobre o Ensino por Complexos (1924).

16- O Método de Projetos foi criado pelo estadunidense William Kilpatrick (1871–1965) baseado nas ideias de John Dewey (1859–1952). A educação russa tomava esse e outros métodos vindos do exterior de forma crítica, especialmente quanto a seu individualismo. Sobre esta visão crítica, ver Shulgin, V. N. Rumo ao Politecnismo. São Paulo: Expressão Popular, 2013. Ver texto na p. 13 “Sobre os objetivos do trabalho”.

17- V. N. Shulgin já participava do Narkompros desde os tempos de Lunacharsky.

18- Quem mais debateu com Shulgin foi M. Pistrak. Sobre este debate temos os livros editados pela Expressão Popular: Pistrak, M. M. Ensaios sobre a Escola Politécnica (2015) e Shulgin, V. N. Rumo ao politecnismo (2013).