Cena clássica do filme Whiplash

30 — A pressão no trabalho

Tudo que eu sei sobre a pressão no trabalho

Muitos de vocês já devem ter sofrido pressão no trabalho. Assédio moral, chefes desorientados e uma gana incrível para entregar projetos. Eu já sofri destes males mas tenha certeza, as feridas saram.

É incrível como os carrascos tem lugar cativo nas chefias das empresas. Parece que os empregados não trabalham de outra forma, seu mindset é voltado a resultados sob pressão. Um dia o chefe fala que torceria seu pescoço em outra época, na outra você entrega o projeto no tempo desejado. É incrível como esse ciclo tem tanto vigor nas empresas.

O que os empregados inseguros de seu futuro e de sua competência, sofrendo da grande síndrome do impostor mais querem é um chefe convicto, cheio de si e com mais direção do que eles mesmos. As vezes se pega no tranco, com um grito ou uma ironia é assim que muitos projetos são entregues hoje em dia. Mas convenhamos, que tipo de projeto estão entregando e o quão melhor poderiam ser estes fazedores de desejo alheio sem o componente pressão externa?

A pressão cria diamantes
A pressão cria diamantes mas você é uma pessoa. Se você quer mesmo produzir diamantes a pressão tem de vir de dentro pra fora e não de fora pra dentro.

É difícil saber quais são as pessoas mas exigentes do mundo, se um gerente do laboratório de propulsão a jato da Nasa (JPL), um químico renomado, um político ou um grande jogador de futebol que trabalha para uma grande massa ou um grande pintor que se esmera ao seu limite dia e noite e teima em não entregar sua pintura? É difícil saber mas tente refletir sobre o quão estes grandes caras trabalharam sob pressão própria. Será que eles não se exigiram ao máximo, muito mais do que qualquer chefinho que deles cobrava por resultados?

Quem não viu Wiplash (da foto acima) deveria perder 107min de sua vida vendo quais os resultados da pressão nas pessoas. Um dia me disseram que eu travava sobre uma pressão extrema. Sabe o que eu sinto mesmo? eu fico estupefacto como uma pessoa pode ser tão imbecil de extrapolar todos os limites do respeito humano. Eu travo mesmo, eu não argumento com idiotas, eu tento fazer outra coisa mais nobre para minha única vida.

Terence Fletcher: Não existem duas palavras na nossa língua mais danosas do que “ótimo trabalho” (Whiplash).

Neste filme um jovem baterista encontra tudo que precisa para dar sentido a sua vidinha de merda. Ele quer ser um dos grandes e quando ele encontra um professor opressor encontra o fluxo que precisava em sua vida. Tem gente que é assim mas isso não serve para mim. Prefiro encontrar minha motivação em um projeto bem traçado, com linhas mestras bem escolhidas. Ética, trabalho duro, resultados grandiosos e pessoas bem sucedidas.

Eu não quero que a pressão seja exercida diretamente, ela deve ser exercida pelas próprias pessoas assim como um corredor se exauri em exercícios dia e noite na busca pela auto-superação. As vezes minha auto-determinação e busca por conseguir algo grandioso me faz ir em frente. Essa pressão é bem vinda, deve partir de dentro, não de fora. Ela revigora e nos vicia. Fazer o melhor em cada movimento que exercemos é uma busca por quem quer ser melhor hoje do que foi ontem.

Toda vez que te mandam fazer tal coisa sem explicar o real motivo ou eles estão querendo esconder seu real desejo ou não dão a mínima para você, para seu dia ou se sua filha está doente em casa. Essa pressão que sai de casa e atravessa o trabalho, chocando-se com todo tipo de pessoa é o ápice do asco humano, forjado em crianças mimadas e sem limites, crianças educadas por pais opressores ou toda uma família desestruturada. Esse povo tipo B não merece a menor credibilidade. Eles entregam projetos sim mas é só isso que entregam.

Ps: Ah sobre o cara que queria ser um do grandes bateristas? Veja o que aconteceu com ele.

COMENTE…
One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.