93 — Os robôs estão aí para nos tornar mais humanos

Por que eles irão nos elevarão a um patamar nunca antes visto?

Ezequias Rocha
Nov 2 · 6 min read

Antes de começar quero mostrar a capacidade de prognóstico humano em meados dos anos 60:

As máquinas serão capazes, dentro de vinte anos, a fazer qualquer trabalho que o homem pode fazer.

É claro que a afirmação acima, com o passar dos anos, nunca ocorreu e por certo nunca ocorrerá, meu propósito aqui neste artigo é embasar esta premissa e levá-lo a uma experiência mais edificante do que o que o senso comum propaga.

Gostaria de começar este artigo discorrendo sobre as três leis da robótica, cunhadas pelo grande escritor Isaac Asimov em seu clássico, Eu Robô.

Robot C by Egor Krivokhizha
  1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal;
  2. Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei;
  3. Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e a Segunda Leis.

MANUAL DE ROBÓTICA 56ª Edição, 2058 A.D.

Posto isto e declarando-me como um otimista ante o futuro dos robôs e dos homens, percebo que é importante pontuar que inteligência é um termo muito aberto a interpretações pois dispomos de diversas capacidades de inteligência e portanto não há como ser uma inteligência em si mesmo.

Abaixo apresento algumas definições que podem encaixar-se com a sua definição.

Mais algumas definições que podem deixar você um pouco confuso sobre o conceito.

Dentre as várias definições você pode optar pelo conceito de fazer da melhor forma a coisa certa. Obviamente este conceito também fica bem vago para um humano e muito mais para um robô.

Para se ter uma visão mais apropriada de um ser artificialmente inteligente podemos tomar a apresentação de um modelo extremamente básico de inteligência, a inteligência de identificar números.

Sim isto é um tipo de inteligência que os robôs fazem com a maestria que nunca um ser humano poderá fazer. Eles fazem a uma velocidade nunca imaginada por qualquer ser humano e consiste, basicamente, em identificar números escritos a mão e convertê-los para dígitos decimais.

Como os robôs aprendem?

Uma pergunta que você pode se fazer é entender como a inteligência aprende a ser inteligente. Gosto de apresentar uma forma bem simples. Abaixo mostro como os humanos aprendem. Não seria de se não se esperar que os humanos criassem a inteligência artificial com base na inteligência humana.

Rapidamente você será capaz de identificar como uma máquina aprende e pode fazer coisas incríveis.

Como o homem aprende (mímica)

Aprendendo-se com a repetição
Mais repetição
Imitar e aprender

Com base nessa premissa o mecanismo de inteligência artificial pode, com base na probabilidade de um pixel ser de um determinado número ou de outro fazer a inferência de qual o número está escrito alí.

A IA está vindo com tudo

A partir de softwares simples como este e acima, há uma gama gigantesca de possibilidades. Observe a imagem abaixo e tente a descrevê-la:

Quem são eles?

Por certo você descreveu a imagem acima como um conjunto de pessoas/modelos de todos os lugares do mundo. Lamento lhe decepcionar, estas pessoas não existem. Foram criadas por inteligência artificial e podem se passar por pessoas em qualquer material publicitário ou qualquer outro propósito geral.

Caso queira mais informações visite o aqui o site do projeto com 100.000 faces para você das mais diferentes formas.


Sim, a inteligência artificial veio para nos facilitar a vida, como nunca visto antes. Nada de tirar trabalhos, mas sim gerar e gerar com qualidade.

Está claro, por certo, que a utilização da inteligência artificial, como está sendo usada, pode nos levar a uma bolha de segmentação e nos privar da magia da casualidade, da naturalidade e de uma experiência única, mas cabe a nós humanos identificar estes riscos e lutar para evitá-los.

…inteligência artificial, como está sendo usada, pode nos levar a uma bolha de segmentação e nos privar da magia da casualidade, da naturalidade e de uma experiência única…

Um robô nunca será como um humano em todas as suas capacidades mas em algumas será não só igual como melhor. Infelizmente isso irá acontecer, não para nos tornar mais limitados mas para nos trazer para um mundo do qual nunca devíamos ter saído quando começamos a realizar tarefas repetitivas.

Os robôs chegam primeiro, nunca reclamam e se você os der uma fonte de energia nunca deixarão de funcionar.

Os chat-bots vieram pra ficar, eles estão aí inclusive para nos fazer companhia, fazerem uma sugestão de cardápio para o almoço com a família e nos lembrar de tomarmos nossos remédios.

Assistentes cognitivos ficam mais humanizados, estão aprendendo nossos trejeitos, maneirismos e sotaques.
Pergunte qualquer coisa. Eles são crianças que aprendem rápido.

Quando falo dessas possibilidades, eu falo de pessoas com mais de 50 anos que terão um benefício enorme se resolverem adotar os robôs, aqueles robôs distantes da época de 60 chegaram e vieram pra ficar.

Gostaria de deixar uma mensagem pra você que tem receio das diversas formas negativas que as novas tecnologias trazem. Nossos avôs, superaram guerras, muitos vírus destruidores, a chegada da TV, do Rádio, da Internet e nem por isso se afligiram com o seu futuro.

Não há porque criar demônios (que muitas das vezes os próprios jovens inventam pra si) pois nosso país, o Brasil é a prova de que nosso destino é ir além. Em um tempo de superstições e desconhecimento, milhares de homens atravessaram o desconhecido para virem provar dos benefícios do novo mundo.

Em um tempo de superstições e desconhecimento, milhares de homens atravessaram o desconhecido para virem provar dos benefícios do novo mundo.


Quem sabe em 20 anos estejamos, não sendo dominados pela inteligência artificial e por suas recomendações mas sim que a aleatoriedade tenha voltado a ser objeto de nossa contemplação. Que estejamos menos grudados aos Smartfones e mais a nossas famílias e amigos.

Quem sabe aquelas atividades repetitivas que existiam no passado e que achávamos repetitivas sejam as que nós fazemos hoje. Espero que olhemos mais nos olhos das pessoas e menos para um vidro que colocamos nos nossos bolsos. Isso sim nos torna mais humanos.

O novo mundo está na nossa porta. Abra a porta e veja com seus próprios olhos.


Ezequias Rocha

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