Selma Leite Penteado Paneghine, 44, é psicóloga e foca seu trabalho no tratamento da depressão. Para ela, o oposto do distúrbio é a motivação.
Preferindo manter-se de pé durante a entrevista, Selma Penteado contou que foi a curiosidade que a levou a estudar psicologia. “Sempre gostei de observar o ser humano”, armou. Muitas experiências do cotidiano são usadas por ela na vida profissional, por exemplo, na sua vida familiar. Selma é casada há 21 anos e mãe de três filhos.
“Cada pessoa tem uma forma de sentir a depressão”, foi o que respondeu ao ser questionada sobre o efeito da doença nas pessoas. As raízes são psicológicas e, dessa forma, para cada paciente irá existir um tipo de tratamento específico.
Ela traçou, de maneira séria e ao mesmo tempo bem-humorada, um perfil do paciente depressivo. “Não existe idade que seja mais propensa à doença, a pessoa se isola e não percebe o que está acontecendo”, esclareceu a psicóloga, enfatizando que ninguém está imune ao distúrbio. Entretanto, ela defende que a rota para a cura pode ser alcançada utilizando meios alternativos, como o riso.
O depressivo não tem vontade de fazer nada, não levanta da cama e é incapaz de sair desse estado sozinho. A motivação que Selma Penteado divulga é não deixar que a doença chegue nesse estágio. Para isso, é necessário sempre olhar em volta e estar atento ao comportamento atípico das pessoas próximas. Motivar uma pessoa, segundo a especialista, é mostrar o quanto ela é útil na sua vida. Para o paciente, muitas vezes, essa demonstração de afeto é a diferença entre a cura e o abismo da depressão.
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