Gratidão

Pessoas felizes tem algo em comum, elas são gratas. E ser grato não é fácil. Penso ser uma das coisas mais difíceis de desenvolver em nós.

Ser grato exige da pessoa uma postura de humildade. Pessoas que se superestimam dificilmente reconhecem algo como uma dádiva, dificilmente se maravilham com algum acontecimento. Elas merecem aquilo, não há motivo para ser grato, foi uma conquista pessoal.

Não estou dizendo que não devemos valorizar nossas qualidades e nossas conquistas. Não é isso. Simplesmente é, não conquistamos nada sozinhos. Sempre há o que agradecer, a quem agradecer.

Ser grato exige maturidade. Quem é grato reconhece que, não é só nas vitórias e conquistas que precisamos ter uma postura de gratidão. Nas dificuldades, nas dores, aí sim, nossa capacidade de sermos gratos é testada e nosso orgulho e vaidade muitas vezes é maior, pois acreditamos que somos vítimas de algo. Somos mesmo, de nosso próprio orgulho.

Uma pessoa grata sabe ser recíproca. Saber ser recíproco também exige maturidade e humildade. Você só consegue ser recíproco se compreende que o outro tem direitos também. Que o outro não é obrigado a fazer nada por você, que é uma dádiva uma relação com reciprocidade.

Se numa relação uma das partes se sente mais merecedora que a outra, é criado um desequilíbrio. Não há o que agradecer. Não há motivo para ser recíproco, pois o que essa pessoa recebe, julga como algo merecido. E mais, essa pessoa superestima o que faz ao outro, tornando o outro seu devedor eterno. Uma pessoa assim não consegue ser feliz, pois nada consegue superar suas expectativas e seu senso de merecimento. A vida, os outros lhe devem algo.

Aprender a ser grato e recíproco é um exercício diário e de vida, algo para ser exercitado, pensado, diariamente. Todos nós somos orgulhosos e vaidosos. Pense nisso.

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