A louca vai pra balada [2]
Aí, abre uma baladinha DO-LA-DO da casa da louca e a bandinha de noite preferida dela vai tocar lá.
— MANO, EU VOU A PÉ, TEM NOÇÃO!!! — grita a louca para ninguém.
Não há tentação maior.

Chegando lá, ela ficou de boa. Cumprimenta a todos, pega uma cervejinha, canta uma musiquinha… Até que, entre uma banda e outra, começa a tocar axé dos anos 90/00 (um dia ainda conto o histórico da louca com o axé).
— AI MEU DEUS MINHA MÚSICA — aff.
‘Pancadão esse samba aê é porradão esse samba á” (que porra de letra é essa?!)

E ela dança e samba e rebola e faz coreografia junto com uma menina que nunca viu. E se acha o máximo! E escuta que o grito de vibração da galera por estarem vendo um show tão lindo (ou não vai saber ela é louca, gente…).
Aí, antes da música acabar, os 35 anos e os mais de 90 quilos batem e ela pede arrego. ‘Vai gata, você consegue chegar até o final’, pensa.
Ela segue, guerreira, até o final. E tosse loucamente pelas próximas duas horas para poder se recuperar da catarse.