13 Reasons Why

Depois do alvoroço que a série causou decidi assistir a “13 reasons why”. Gostei mas é cansativo e não, não acredito causar repúdio para quem é suicida, mas é importante que falemos sobre.

Vi a série num profundo sentimento de tristeza e ao mesmo tempo foi o motivo dela que me fez perceber a beleza da série, pois ao mostrar as nuances da vida da personagem, e que para ela foram pesadas demais (claro que sem falar de crimes específicos), acredito que na vida real, apenas contar a alguém essas situações, como num desabafo, passaria como “too much drama”. Bem pouco alguém se importaria (ou perceberia) a proporção de cada ação na vida interior da pessoa. Mas assistindo na tela grande percebe-se o escalonamento de situações e o impasse a que alguém pode chegar.

Cada ser é diferente, tem sensibilidades e resiliências diferentes.

Em algum vídeo da produção do filme falam da fase da adolescência e do cérebro que está em formação nessas crianças. Mas vai muito além da adolescência porque algumas pessoas estão doentes ou ficam doentes quando envelhecem e a mudança cerebral já tomou conta.

Uma vez sentido o desejo de morrer, e/ou tentado, é difícil viver sem ter esse desejo novamente. Como se fosse um vício, rondando, sempre a espera de um gatilho.

O que separa as pessoas que estão vivas e assim permanecem das outras que se foram é a firme noção de que tudo passa, é a fé, o amor e a crença de que vale a pena viver. Quando esses valores estão dentro de você, por mais tentações que acompanhem a morte, escolhemos viver. Um dia de cada vez, todos os dias.