Criando para pessoas

O verbo "criar" nos remete a duas perguntas. O que? e Para quem?

Esse criar pode ser qualquer coisa, desde uma propaganda, passando por um filme até uma empresa. Dessa forma, se torna simples responder a primeira pergunta: o que?

O grande ponto é a segunda pergunta: para quem?

Pensando de maneira rápida, também parece uma pergunta simples. Afinal, obviamente que a propaganda é feita para o universo de consumidores, o filme para o universo de espectadores, e a empresa para atender ao público que consumirá seus produtos.

Contudo, quando colocamos um pouco mais de Massa Cinzenta — como dizia uma professora de português que tive — para responder essa pergunta, percebemos que não é tão simples assim. Principalmente quando analisamos o produto de cada criação. Não só as usadas de exemplo.

O ponto que eu quero chegar é o seguinte: por mais que pareça obvio, os produtos, serviços e tudo que usamos a nossa volta não foram realmente pensados para pessoas. Ou pelo menos até o momento.

Principalmente após o priodo de Revolução Industrial, onde as grandes companhias e industrias foram impusionadas junto com a ascensção do capitalismo a propaganda era criada para as empresas (venderem mais), os filmes para os estudios (lucrarem mais) e as empresas para o dono (ganhar dinheiro).

A grande virada vem acontecendo nos últimos anos. As pessoas estão passando de “meio” para “fim”. De verdade. Não porque a industria se conscientizou, mas porque está sendo levedada a isso, coercitivamente rs.

As pessoas têm cada vez mais o poder de escolha em suas mãos. Não só isso, também em suas mãos há cada vez mais o poder de solução. Se o mercado não cria algo no qual as pessoas realmente querem, que seja relevante, elas criam por conta própria.

Esse tipo de empoderamento vem mobilizando empresas, iniciativas e dinâmicas de trabalho. Que agora realmente criam coisas para as pessoas, com a ajuda delas, inclusive, co-criando. E realmente gerando valor.

Fazendo com que a propagando seja criada para mais que entreter representar, o filme seja criado para contar histórias que valiam a pena e as empresas criadas com propósito e para resolverem problemas reais.

Só assim todos eles poderão continuar ganhando dinheiro e, sobretudo, vivos. Porque essa pergunta nunca foi tão obvia: criando para quem? Para as pessoas, ora!

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